CompraZen
Meditação, yoga e bem-estar
ESPIRITUALIDADE
23.07.2019
CompraZen
O céu que nos orienta
COMPARTILHAR

 

A temática do espaço sideral sempre fascinou a humanidade. Tal deslumbramento com a beleza da abóbada noturna sempre atraiu irresistivelmente o homem. Os povos antigos enxergavam o céu de um modo metafórico, onde, para eles, o firmamento era o palco onde se movimentavam os deuses, as grandes forças incompreensíveis e incontroláveis com as quais continuamos precisando dialogar criativamente. Para os índios americanos, por exemplo, a Via Láctea (um conjunto que hoje sabemos ter de 200 bilhões a 400 bilhões de estrelas) indicava o caminho para a terra dos mortos; ao passo que os incas a tomavam por um rio celeste.

Essas “leituras” faziam parte de uma época em que a vida seguia seu curso ao largo de explicações lógicas, manuais e receitas. Na ânsia por algum entendimento, ainda que intuitivo, o homem contemplava a escuridão salpicada de luz em busca de orientação para o cotidiano, seja por parte das divindades que, segundo a crença pagã, ali habitavam, seja pela dança dos astros. Queriam saber qual era a melhor hora para plantar e colher, parir, singrar os mares, traçar o rumo – basta lembrarmos que os três reis magos, Belchior, Gaspar e Baltazar, leram no céu uma dada conjunção que apontou para o grande evento sediado em Belém: o nascimento do menino Jesus. Essas pistas eram produto da fé e, posteriormente, de cálculos. A astronomia e a astrologia nasceram dessa relação arcaica, em que as pessoas se valiam do simbolismo cósmico para explicar por que planetas transitavam pelo céu e as estrelas formavam desenhos.

Adubo incessante para a imaginação, o panorama celeste levou os antigos astrônomos a identificar animais e personagens míticos entre as constelações. Daí algumas delas se tornarem os 12 signos zodiacais. A mitologia providenciava as narrativas para a misteriosa movimentação que os observadores enxergavam no céu noturno. Ou as estrelas forneciam material para os poetas e contadores de histórias. Uma bebe na fonte da outra e é difícil determinar qual das duas vem primeiro.

Na mitologia grega, as constelações geralmente estão relacionadas a homenagens feitas pelos deuses a figuras extraordinárias, tanto humanas quanto animais ou divinas, mortais ou imortais, e que mereceram ser eternizadas no céu a fim de que seus feitos ou suas qualidades pudessem ser eternamente lembrados pelos seres humanos. A constelação de Gêmeos, por exemplo, representa os irmãos míticos Castor e Polideuces ou Pólux, um mortal e outro imortal. Eles eram tão ligados um ao outro, tão amigos que, quando Castor morre, Pólux pede aos deuses que o deixem morrer também. Compadecidos, os senhores da vida e da morte resolvem o problema transformando os dois num grupo de estrelas.

 

 

o-ceu-que-nos-acalma-espiritualidade-mitologia-astrologia-signos-nosso-blog-texto.jpg

 

 

Felizmente, esse jeito de se relacionar com o universo persiste. Até hoje muita gente confia no que o firmamento diz por meio de seus múltiplos arranjos ou mapas. Criada na Babilônia por volta de 1000 a.C., a astrologia identifica a posição dos planetas em relação às constelações do zodíaco e faz uma correlação com a trajetória individual e com as tendências humanas. De acordo com esse saber, as posições das estrelas no céu influenciam as pessoas em seu temperamento, personalidade e ‘destino’, onde, conforme os astros se movimentam, ativam forças e despertam em cada um determinadas situações, sentimentos e inclinações.

A simples pausa para admirar a noite já é, por si só, um bálsamo para o espírito. A capacidade que o Universo celestial tem de nos tocar a alma, despressurizar a mente e alargar os limites do sentir é imensa. Quer tenhamos imensas telas polvilhadas de luz sobre nossa cabeça ou uma mera fatia de céu vista da janela do apartamento, não podemos esquecer que somos feitos da mesma matéria das estrelas: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio principalmente. O corpo humano conserva os elementos que chegaram à Terra vindos do Big Bang, a explosão que deu origem a tudo. Quer elo mais visceral? À medida que estamos tão profundamente ligados à tecnologia e cada vez mais distantes da natureza, espichar os olhos para essa realidade é ainda mais necessário para nos fazer sentir humanos. Tanto quanto os antigos, precisamos desse sábio reconhecimento de que somos parte ínfima de um Cosmos de cujo delicado equilíbrio participamos ativamente. Pertencemos a um todo inacabado, que já existia antes e continuará depois que nos despedirmos.

 

 

Fonte: Bons Fluídos, Ed. 206

 

 

“Deixe que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu”:

 

 

A IDADE DO CÉU

(Jorge Drexler / Moska)

 

Não somos mais

Que uma gota de luz

Uma estrela que cai

Uma fagulha tão só

Na idade do céu

 

Não somos o

Que queríamos ser

Somos um breve pulsar

Em um silêncio antigo

Com a idade do céu

 

Calma!

Tudo está em calma

Deixe que o beijo dure

Deixe que o tempo cure

Deixe que a alma

Tenha a mesma idade

Que a idade do céu

 

Não somos mais

Que um punhado de mar

Uma piada de Deus

Um capricho do sol

No jardim do céu

 

Não damos pé

Entre tanto tic-tac

Entre tanto Big Bang

Somos um grão de sal

No mar do céu

 

Calma!

Tudo está em calma

Deixe que o beijo dure

Deixe que o tempo cure

Deixe que a alma

Tenha a mesma idade

Que a idade do céu

A mesma idade

Que a idade do céu

 


Voltar

ÚLTIMOS POSTS

18.02.2020
A meditação é um estado natural que perdemos. Nascemos como meditadores e, depois, aprendemos o ...
Leia mais
04.02.2020
A palavra karma se deriva do sânscrito kri, “fazer”; toda ação é um karma. ...
Leia mais
21.01.2020
O mito do Éden é uma metáfora da transformação da consciência do animal em ...
Leia mais
RECEBA NOSSA NEWSLETTER
CompraZen
Meditação, yoga e bem-estar

CompraZen, seu companheiro de jornada

Formas de pagamento

Formas de pagamento

Redes sociais

Facebook Instagram Youtube

Atendimento

(11) 4721-5028

(11) 93148-0456

Buda
2017 - Todos os direitos reservados - Compra Zen www.comprazen.com.br - CNPJ 15.294.311/0001-88
Rua Francisco Martins Feitosa, 119 - Mogi das Cruzes - SP - 08735-420 - Brasil
Preços, condições e promoções exclusivos para o site, podendo sofrer alterações sem prévia notificação.