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01.10.2019
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Os doces de Ganesha
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“Ganesha é, certamente, a deidade mais popular da Índia”, diz a cantora indiana Meeta Ravindra, radicada no Brasil há mais de 40 anos. “Lá, nenhum empreendimento se inicia sem invocar sua proteção”, explica. Tanta devoção não é à toa: Ganesha é tido como um organizador hábil, que remove todos os obstáculos e propicia o sucesso de quem o adora. Por isso, é muito comum encontrar sua imagem em paredes, portas e motivos decorativos por todo o território indiano, como uma forma de evocar proteção e energias positivas.

 

APAIXONADO POR DOCES

 

Ganesha é filho da bela deusa Parvati, que representa o mundo natural, com o todo poderoso Shiva, um dos principais deuses do hinduísmo. Ele é tido, por isso, como a união ideal do Supremo com a Natureza, o que lhe dá tanto poder sobre o que acontece no universo. Além de ter pais tão célebres, Ganesha foi presenteado com uma benção especial de Shiva: ele deve ser sempre a primeira entre as divindades a receber orações e oferendas dos hindus. Depois dele, os outros deuses têm sua vez.

E por que ele tem cabeça de elefante? No folclore hindu, que é riquíssimo, existem diversos contos que explicam esse fato curioso. A história mais famosa narra que a cabeça original de Ganesha, ainda menino, foi cortada pelo próprio Shiva em uma batalha violenta. Explicando melhor: Parvati precisava de alguém de total confiança para guardar sua porta enquanto se banhava. Por isso, criou, a partir de sua própria matéria, o menino Ganesha – consequentemente, também filho de Shiva. Ganesha mostrou-se um guardião fiel, impedindo a entrada até mesmo do pai todo-poderoso, o que provocou sua ira. Assim, Shiva decapitou o filho, sem ao menos saber quem ele era. Quando Parvati ficou sabendo do ocorrido, tamanho foi seu desespero que Shiva caiu em profundo remorso. Para remediar a situação, reviveu o menino dando a ele a cabeça do primeiro animal que encontrou por perto – um elefante, que, segundo Meeta Ravindra, é um símbolo hindu de inteligência e sabedoria.

 

 

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No hinduísmo, cada deidade possui um atributo específico. Ganesha é largamente considerado o deus do conhecimento, além de ser o patrono das artes e da ciência. “Ele é o símbolo da onipresença, que representa a inteligência, o discernimento e a sabedoria, muito disso graças à sua cabeça de elefante. Está sempre em alerta e possui elevada consciência de tudo que está ao seu redor”, explica Meeta Ravindra.

Além de Ganesha, o deus da barriguinha protuberante atende por vários outros nomes (as escrituras sagradas citam listas de, pasmem, até mil formas diferentes de chamá-lo). “Gajanana”, “Vinayaka” e “Ganapati” estão entre os mais comuns, sendo que cada um deles destaca uma qualidade diferente da personalidade divina, acentuando a completude e o poder de ação de Ganesha.

Com fama de comilão, Ganesha é descrito, nos contos tradicionais, como um verdadeiro apaixonado por doces, principalmente modaka e gulab jamun. Por isso, todos os rituais (pujas, em sânscrito) em sua homenagem costumam ter uma grande variedade de guloseimas como oferendas, além dos típicos cantos, mantras e gestos de adoração. “Ofereça ao Senhor Ganesha o que o agradará e o que é o mais agradável para você”, diz Meeta. “Assim, ele lhe dará o juízo para pensar e a habilidade para tirar os obstáculos do caminho”.

 

DIVINOS SABORES

 

Confira duas receitas tradicionais da Índia que estão entre os favoritos de Ganesha e prometem fazer sucesso também na sua mesa:

 

 

 

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Ingredientes

2 xícaras de farinha de arroz

2 colheres (sopa) de óleo vegetal

2 colheres (sopa) de ghee

2 xícaras de coco ralado

1 xícara de açúcar

1/3 xícara de leite

2 colheres (sopa) de castanhas moídas

 

Preparação

Para a massa, esquente quatro xícaras de água e, quando ela atingir fervura, apague o fogo. Adicione o óleo e a farinha, mexendo até que se torne um creme grosso. Cubra, deixe esfriar e reserve. Para o recheio, frite as castanhas em ghee até que fiquem douradas. Misture o coco e o açúcar e cozinhe em fogo baixo. Adicione o leite e mexa até que vire uma pasta. Então, tire do fogo e deixe esfriar. Volte à massa e faça pequenas “cestinhas” com ela, estando as mãos untadas com ghee. Molde-as de modo que fique um espaço oco no centro, no qual vai uma colherinha do recheio. Depois, junte as pontas da massa no topo. O formato tradicional lembra um suspiro. Deixe esfriar por alguns minutos e os modakas estarão prontos para comer.

 

 

 

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Ingredientes

200 g de leite em pó integral

½ colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 colher (sopa) de ghee

½ colher (chá) de cardamomo em pó

1 xícara (chá) de leite fresco

750 g de açúcar

1 colher (sopa) de água de rosas

25 g de farinha de trigo

 

Preparação

Numa panela, faça uma calda fervendo 750 ml de água com o açúcar. Após três minutos, junte a água de rosas e retire do fogo. Em panela separada, misture o leite em pó, a farinha de trigo, o bicarbonato de sódio, o ghee e o cardamomo. Aos poucos, acrescente o leite fresco. Misture bem a massa e desligue o fogo. Aguarde esfriar e faça bolinhas com mais ou menos dois centímetros de diâmetro. Se a massa ficar muito dura, acrescente mais leite. Agora é a hora de fritar: utilize ghee a gosto em uma frigideira, com o fogo baixo. Frite as bolinhas, sempre mexendo, para que não grudem no fundo da panela, até que comecem a flutuar na superfície. Aqueça novamente a calda de açúcar por dois ou três minutos e retire do fogo. Então, mergulhe as bolinhas na calda. Mantenha-as imersas por cerca de duas horas e sirva.

 

 

Fonte: Fé e Oriente, Ano 1, 2ª edição

 

 

Ouça a canção/tributo a Ganesha “Gajanan Sukh Karta Dukh Harta”, com Ravi Singhal:

 

 


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