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ESPIRITUALIDADE
10.12.2019
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Cura-te
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Segundo o Dr. Edward Bach, criador do sistema dos Florais de Bach, para se entender a natureza e a cura da doença, é necessário que alguns conceitos sejam compreendidos:

 

OS CINCO GRANDES PRINCÍPIOS

 

“O primeiro princípio é que o homem tem uma Alma, que é seu verdadeiro eu; um Ser Divino, Poderoso, Filho do Criador de todas as coisas, do qual o corpo, embora tempo terreno desta Alma, é somente o menor dos reflexos; que nossa Alma, nossa Divindade que reside dentro de nós e ao nosso redor, determina nossos caminhos da maneira que deseja e, à medida que permitimos isso, passa a nos guiar, nos proteger e encorajar, vigilante e benevolente, para que sempre aproveitemos ao máximo: já que Ele, nosso Eu Superior, sendo uma centelha do Todo-Poderoso, é, portanto, invencível e imortal.

O segundo princípio é que nós, como nos conhecemos neste mundo, somos personalidades aqui colocadas com o objetivo de alcançar todo o conhecimento e experiência que podem ser obtidos por meio da existência terrestre, do desenvolvimento das virtudes de que precisamos e eliminando tudo o que está errado dentro de nós, assim avançando em direção à perfeição de nossas naturezas. A Alma sabe qual o ambiente e quais as circunstâncias que melhor nos permitirão fazer isso e, desse modo, nos coloca naquela condição de vida mais adequada a esse objetivo.

Em terceiro, precisamos perceber que a curta passagem por esta Terra, passagem esta que chamamos de vida, é apenas um momento no curso de nossa evolução, assim como um dia na escola está para uma vida, e embora possamos agora apenas enxergar e compreender este único dia, nossa intuição nos diz que nosso nascimento está infinitamente longe de nosso início, e a morte está infinitamente longe de nosso fim. Nossas Almas, que na verdade somos nós, são imortais, e os corpos, de que temos consciência, são temporários; apenas cavalos que guiamos durante uma jornada, ou instrumentos que utilizamos para realizar uma tarefa.

Segue-se, então, um quarto grande princípio, que diz que, enquanto nossas Almas e nossas personalidades estiverem em harmonia, tudo será alegria e paz, felicidade e saúde. O conflito surge quando nossa personalidade é desviada do caminho determinado pela Alma, seja por causa de nossos desejos terrenos, seja pela persuasão de outros. Este conflito é a causa principal da doença e da infelicidade. Não importa o papel que exercemos perante a sociedade: enquanto estivermos realizando nossas atividades de acordo com os comandos da nossa Alma, tudo estará bem. E podemos ficar tranquilos, pois qualquer que seja a posição social que nos tenha sido destinada, seja superior ou inferior, ela contém as lições e experiências necessárias para nossa evolução, e nos oferece as melhores vantagens para o nosso desenvolvimento.

O próximo grande princípio é a compreensão da Unidade de todas as coisas, de que o Criador de tudo é Amor, e de que tudo aquilo de que temos consciência é, em seu número infinito de formas, uma manifestação desse Amor, seja um imenso planeta girando no espaço ou um eixo, uma estrela ou uma gota de orvalho, o homem ou a mais simples forma de vida. É possível ter um vislumbre desta concepção ao se pensar em nosso Criador como um grande e fulgurante sol de bondade e amor cujo centro irradia infinitos raios em todas as direções e do qual nós e todas as coisas de que temos conhecimento somos partículas das extremidades destes raios, enviadas para adquirir experiência e conhecimento e, por fim, voltarem ao grande centro. E ainda que para nós cada raio possa parecer isolado e distinto, na realidade ele é parte do grande Sol central. A separação é impossível, pois assim que um raio de luz é isolado de sua fonte, ele deixa de existir. Assim, podemos entender um pouco a impossibilidade da separação, já que, embora cada raio possa ter sua individualidade, é, entretanto, parte do grande poder central criador. Deste modo, qualquer ação contra nós mesmos ou contra alguma outra pessoa afeta o todo, porque ao se causar qualquer problema a uma parte, o todo, do qual toda partícula deve buscar a perfeição, será afetado.

Então podemos ver que há dois grandes erros fundamentais possíveis: a dissociação entre nossas Almas e nossas personalidades, e o erro e a crueldade para com os outros, já que constituem pecados contra a Unidade. Qualquer um deles gera conflito que, por sua vez, leva à doença. Descobrirmos onde estamos errando (o que, quase sempre, nos passa despercebido) e o esforço sincero para corrigir a falha leva não apenas a uma vida de alegria e paz, mas também à saúde.

A doença em si é benéfica, e tem por objetivo trazer de volta a personalidade à vontade Divina da Alma; e assim podemos ver que tanto pode ser prevenida quanto evitada, já que, se pudermos entender por nós mesmos os erros que estamos cometendo, e corrigi-los por métodos espirituais e mentais, não haverá necessidade de severa lição do sofrimento. O Poder Divino nos oferece todas as oportunidades para que possamos nos corrigir, antes de, como último recurso, aplicar-nos a dor e o sofrimento. É possível que não estejamos combatendo os erros desta vida, deste dia na escola, e embora nossas mentes físicas possam não ter consciência do motivo do nosso sofrimento, que pode nos parecer cruel e sem motivo, nossas Almas (que somos nós) conhecem todo o propósito e nos orientam para que tiremos o máximo proveito. Não obstante, entender e corrigir nosso erros abreviam a doença e nos trazem a saúde de volta. O entendimento de propósito da Alma e a aceitação deste conhecimento significam o alívio da aflição e sofrimento terrenos, e nos deixam livres para darmos continuidade à nossa evolução com alegria e felicidade.”

 

 

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A ORIGEM DA DOENÇA

 

“Existe um erro fundamental que o homem comente com frequência, que é agir contar a Unidade; este erro se origina no amor-próprio (...) A real natureza de uma doença é um guia útil no auxílio da descoberta do tipo de ação que está sendo tomada contra a Lei Divina do Amor e da Unidade.

Se tivermos em nossa natureza amor suficiente por todas as coisas, então não poderemos causar danos a ninguém, porque este amor está em todo gesto ou pensamento, impedindo-nos de ferir quem quer que seja. Mas ainda não alcançamos este estágio da perfeição; se assim o fosse, não haveria necessidade de nossa existência aqui. Porém, todos nós estamos buscando e avançando em direção a este estado, e aqueles que sofrem, mental ou fisicamente, estão sendo guiados, por meio deste sofrimento, para essa condição ideal. Se soubermos interpretá-lo corretamente, não apenas aceleraremos nossos passos na direção deste objetivo, mas também nos pouparemos da doença do sofrimento. A partir do momento em que a lição é entendida e o erro é eliminado, não há mais necessidade de correção, pois precisamos nos lembrar de que o sofrimento é, em si mesmo, benéfico, indicando-nos quando estamos seguindo por caminhos errados e acelerando nossa evolução até sua gloriosa perfeição.

As doenças principais do homem são falhas como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição. E se considerarmos cada uma delas, veremos que são contrárias à Unidade. Falhas como estas são as verdadeiras doenças (usando o termo no sentido moderno), e a continuação e a persistência nestes defeitos, depois de termos alcançado aquele estágio de desenvolvimento em que sabemos que são errados, precipitam no corpo os resultados danosos que conhecemos como doença.

O orgulho se deve, em primeiro lugar, à falta de reconhecimento da insignificância da personalidade e sua completa dependência da Alma, em que todos os sucessos que possam ser obtidos não lhe são devidos, mas antes são bênçãos dadas pela Divindade interior. Em segundo lugar, o orgulho se deve à perda da noção de proporção, do entendimento do quanto se é pequeno dentro do esquema geral da Criação. Como o Orgulho invariavelmente se recusa a curvar-se com humildade e resignação à Vontade do Grande Criador, comete ações contrárias a esta Vontade.

A crueldade é uma negação da unidade de tudo e a falha em compreender que qualquer ação adversa a alguém se opõe ao todo e, portanto, opõe-se à Unidade. Ninguém a praticaria contra os que lhe são próximos e queridos e, pela lei da Unidade, precisamos amadurecer até que possamos entender que cada pessoa, sendo parte do todo, deve se tornar próxima e querida de nós. Até mesmo aqueles que nos perseguem devem se lembrados somente com sentimentos de amor e compaixão.

O ódio é o oposto do Amor, o inverso da Lei da Criação. É contrário a todo o esquema Divino e é uma negação do Criador; leva apenas as ações e pensamentos contrários à Unidade e opostos àqueles ditados pelo Amor.

O egoísmo também é uma negação da Unidade e do dever que temos para com nossos irmãos, pois nos faz colocar nossos próprios interesses acima do bem da humanidade e do cuidado e da proteção daqueles que estão ao nosso redor.

A ignorância é a falha em aprender, a recusa em enxergar a Verdade quando se tem a oportunidade, leva a muitos atos errados, como os que só podem ocorrer na escuridão, e que não são possíveis quando a luz da Verdade e do Conhecimento está próxima de nós.

A instabilidade, a indecisão e a fraqueza de propósito acontecem quando a personalidade se recusa a ser orientada pelo Eu Superior e nos levam a trair os outros por meio de nossas fraquezas. Esta condição não seria possível se tivéssemos dentro de nós o conhecimento da Divindade Inconquistável, Invencível, que, na realidade, somos nós mesmos.

A ambição leva a um desejo de poder. É uma negação da liberdade e individualidade de toda alma. Em vez de reconhecer que cada um de nós está aqui para desenvolver livremente suas próprias diretrizes, de acordo com os ditames da alma, e somente dela, aumentar sua individualidade e trabalhar sem impedimentos, a personalidade ambiciosa deseja ditar, moldar e comandar, usurpando o poder do Criador.

Estes são exemplos da verdadeira doença, a origem e a base de todo o nosso sofrimento e aflição. Cada um destes efeitos, ao confrontar a voz do Eu Superior, produzirá um conflito que será refletido no corpo físico, gerando seu próprio tipo específico de doença.

Podemos agora ver como qualquer tipo de doença da qual podemos sofrer irá nos levar à descoberta da falha que se encontra por trás de nossa aflição. Por exemplo, o Orgulho, que é arrogância e rigidez da mente, dará origem àquelas doenças que causam rigidez no corpo. A dor é o resultado da Crueldade, por meio da qual o paciente aprende, através do sofrimento pessoal, a não infligi-la aos outros, seja do ponto de vista físico ou mental. As penalidades para o Ódio são a solidão, o temperamento violento incontrolável, as perturbações mentais e situações de histeria. As doenças da introspecção – neurose, neurastenia e condições semelhantes -, que roubam a alegria da vida de tantas pessoas, são causadas por excesso de Egoísmo. A Ignorância e a falta de sabedoria trazem suas próprias dificuldades à vida diária e, além disso, se houver persistência na recusa em ver a verdade quando há oportunidade, a miopia, problemas de visão e audição são consequências naturais. A Instabilidade mental leva ao mesmo problema no corpo, com as várias desordens que afetam os movimentos e a coordenação motora. A Ambição e a dominação de outras pessoas resultam naquelas doenças que tornarão o seu portador escravo do próprio corpo, com desejos e ambições refreados pela doença.

Além disso, a parte do corpo afetada não o é por acidente; isto ocorre de acordo com a lei de causa e efeito, e é um guia para nos auxiliar. Por exemplo, o coração, fonte de vida e, portanto, de amor, é atacado especialmente quando aquele aspecto da natureza voltado para o amor à humanidade não está sendo desenvolvido ou está sendo utilizado erroneamente; a mão afetada denota falha ou erro nas ações; o cérebro, sendo o centro do controle, quando afetado indica falta de controle da personalidade. Tudo isso precisa seguir aquilo que a lei determina. Estamos todos prontos para admitir os vários resultados que se seguem a um violento surto nervoso, ou o choque causado por más notícias inesperadas. Se questões cotidianas podem afetar o corpo desse modo, quanto mais grave e profundamente enraizado deve ser um conflito prolongado entre a alma e o corpo! Será possível nos surpreendemos com o fato de que o resultado deste conflito dê origem a doenças tão graves como as que existem hoje entre nós?”

 

 

Fonte: Cura-te a ti mesmo, Edward Bach, Blossom

 

 

Acompanhe essa inspirada canção com Café:

 

 

A CURA

(El Toco)

 

Invoque a chama azul

Trazendo a paz, tua proteção

A gente só fica doente

Porque se esquece da tal gratidão

 

Toda doença tem fonte na mente

Mas essa é mortal

Esquece que a gente é pra sempre

Que a essência tá acima do bem e do mal

 

Mesmo que alguém não entenda

Hoje viemos mostrar

Doença é a gente que inventa

E a gente é que pode sanar

 

Mesmo que alguém não entenda

Podemos regenerar

Pois sei que a corda arrebenta

Só se a luz apagar

 

Eu vou, eu vou, eu vou cantar

Pra iluminar

 

Eu vou, eu vou, eu vou cantar

Pra despertar

 


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