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FILOSOFIA ORIENTAL
17.08.2021
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O caminho tranquilo do Tao
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O Tao Te King é um texto religioso do Taoísmo, escrito pelo sábio chinês Lao-Tzu (literalmente, “velho mestre”) entre os séculos VI e VII a.C. Divide-se me 81 capítulos e duas sessões; uma trata do Tao (“caminho”, a força energética que corre me nós e no universo) e outra do Te (“virtude”, força moral). O Tao Te King estabelece a “filosofia do caminho”: como viver em harmonia com a natureza e o universo. Lao-Tzu acreditava que a harmonia existe naturalmente. A terra é, em essência, um reflexo do céu, operando com as mesmas leis universais. Quanto mais a humanidade interferir no equilíbrio natural das leis universais, mais afastará a harmonia.

Importantes ideias metafísicas estão espalhadas por todo o Tao te King. A primeira é que a natureza é unitária – um terreno coerente, misterioso, inter-relacionado, de modo que não pode ser descrito em palavras, mas pode ser experenciado. Ele só pode ser apreendido numa experiência livre de desejos, transcendental, una. A segunda ideia é que a natureza é cíclica: “O retorno é o movimento do Tao, a fraqueza (ou desistência) é o método do Tao. As dez mil coisas nascem do Ser; e o Ser nasce do Não-Ser.” Para Lao-Tzu, a natureza não tem ego, é simples, humilde, não chama atenção para si e nutre sem expectativas. Para sermos melhores nas relações com as pessoas e em nossa espiritualidade, precisamos imitar a natureza: “Um homem com a mais alta virtude não tem consciência da virtude. Um homem com a mais baixa virtude jamais perde de vista sua virtude. É por isso que não possui a virtude”. Isso significa que não podemos praticar a humildade, pois não seríamos naturais. Para atingir o estado de humildade naturalmente, devemos abandonar os preconceitos e as presunções. Lao-Tzu chama isso de “vazio”: “Esvazie-se de tudo, retenha a tranquilidade com firmeza.”; e “o Tao é vazio, mas o uso que dele se fizer não vai esgotá-lo”.

 

 

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Lao-Tzu afirmava que o valor surge do Ser, e a inutilidade surge do Não-Ser. Em vez de focar apenas a substância e a matéria, é igualmente importante focar o não-ser. O Tao (o caminho) é um estado de ser, mas também um “agir se ação”. Isso significa viver o fluxo da vida sem resistência, para harmonizar os aspectos yin e yang de cada situação e alcançar o equilíbrio de todos os elementos da vida. Lao-Tzu não promove a inatividade; ele não quer dizer não-ação, e sim ação espontânea, criativa, não-egoísta.

Para desenvolver essa atitude, lao-Tzu recomenda uma técnica relativa aos sentidos físicos: “Feche as passagens. Tranque as portas, e até o fim de sua vida a sua força jamais irá falhar. Abra as passagens, incremente sua conduta, e até o fim de sua vida você jamais irá precisar de ajuda.” Ele continua: “Bloqueie as passagens, tranque as portas. Embote a perspicácia, destae os nós. Suavize o brilho, torne-se um com o mundo (subjetivo) empoeirado. Isso é chamado de União Profunda.” As passagens e portas mencionadas são “as aberturas pelas quais os sentidos adquirem conhecimento”.

 

 

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Lao-Tzu não incitava a humanidade a dar as costas ao mundo material; ao contrário, ele aconselhava trabalhar em harmonia com as circunstâncias da vida, confiando no seu fluxo natural e nos onos tornando unos com e essência da natureza. Recomendava também erradicar todo julgamento de valor. Uma vez que nossa concepção de “bem” está sempre associada à de “mal”, devemos eliminar ambos os conceitos e confiar na nossa natureza interior.

Outro aspecto importante é ouvir o que as pessoas têm a dizer com a mente aberta, em vez de impor opiniões preconcebidas. Lao-Tzu recomenda que, assim como a natureza, que não se gaba de suas criações, o sábio fica em segundo plano, de modo que as pessoas nem sequer notem a sua contribuição. Lao-Tzu identifica o sábio como o possuidor daquilo que ele chama de “três tesouros”: “Eu possuo três tesouros que aprecio e acalento. O primeiro é a compaixão. O segundo é a frugalidade. O terceiro é não supor que sou melhor que os outros. Sendo compassivo, um homem pode ser corajoso. Sendo frugal, ele pode ser generoso. Não se supondo melhor que os outros, pode tornar-se um líder.”

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Jul/set 2006

 

 

Uma animação que reproduz os ensinamentos de Lao-Tzu:

 

 


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