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25.05.2021
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Desenvolvendo a intuição
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Todos possuem intuição. Ela nos manda fazer uma coisa ou não; nos move numa certa direção, para que estejamos no lugar certo na hora certa. Ela nos mostra se uma ideia parece correta ou errada, e mostra novas ligações entre as ideias de um certo projeto, de modo que as peças do quebra-cabeça se encaixem.

A intuição é uma habilidade humana universal e, embora desvalorizada na nossa sociedade cientificamente orientada, ela é uma maneira válida de conhecimento. Jung, em sua classificação dos modos de “funcionamento” do homem, incluía a intuição ao lado da sensação, do pensamento e do sentimento. Einstein dizia que “o intelecto pouco tem a fazer na estrada que leva à descoberta. A consciência dá um salto. Chame isso de intuição, ou do que quiser; a solução chega até você, e você não sabe como nem por quê.”

 

PENSAMENTO X INTUIÇÃO

 

Muitos psicoterapeutas, inclusive Jung, acreditam que existe mais sabedoria no organismo como um todo do que apenas na mente consciente. No pensamento oriental, a intuição é considerada uma faculdade que se desenvolve ao longo do crescimento espiritual. Inclusive, um dos objetivos do Yoga é o cultivo sistemático da intuição, uma função dos níveis mais elevados de consciência, onde uma ampla gama de conhecimentos está disponível.

O modo intuitivo de saber é fundamentalmente diferente do modo mental. O pensamento se dá por meio de representações, e lida com abstrações; é o mapa, não o território. Quando você pensa, cria uma representação interna da realidade com símbolos ou palavras que você manipula. Você considera o objeto do pensamento como o que está “lá fora”. A intuição, ao contrário, lida diretamente com a realidade, não com sua representação simbólica. As palavras não conseguem expressar a essência de uma experiência sensorial, como a cor azul, por exemplo. Mas você sabe o que é o azul quando o vê. Essa apreensão imediata é também característica do pensamento intuitivo, por meio do qual sabemos algo com todo o nosso ser, com toda convicção.

Por definição, a intuição está sempre certa. Porém, impulsos do inconsciente podem aparecer subitamente em nossa percepção, imitando a intuição. Nem sempre é fácil distinguir a verdadeira intuição de um impulso motivado pelo desejo. O impulso vai em direção àquilo que acreditamos ser verdade; ele quer satisfazer o ego. A intuição, ao contrário, é holística. Os impulsos passam rapidamente, enquanto a intuição persiste e torna-se até mesmo repetitiva.

 

 

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COMO CULTIVAR A INTUIÇÃO

 

Você pode cultivar a intuição, mas isso depende de tempo, lugar, ânimo, atitude e estado mental. Se você estiver deprimido ou fatigado, a intuição pode ser bloqueada. Para que a verdadeira intuição apareça, é preciso elevar-se acima dos desejos e temores. Se você estiver excessivamente ocupado, a intuição pode não chegar, pois a mente superativa, sem tempo para a quietude, não é receptiva a impressões sutis. Existem muitos métodos para desenvolver a intuição:

 

1 - Para tomar uma decisão do tipo “certo ou errado”, lance uma moeda: cara sim, coroa não. Observe como você se sente a respeito da “resposta” da moeda: aliviado, frustrado, ansioso, em paz? Observando esses sentimentos, reconsidere e decida com base na sua reação, não na resposta da moeda. Você já sabia inconscientemente o que fazer; a moeda apenas trouxe o conhecimento à tona.

 

2 – Manter um diário para registrar impressões intuitivas também encoraja a intuição. Observe se as impressões se confirmam. À medida que observa esses registros, você percebe a diferença entre a intuição e os impulsos passageiros.

 

3 – A comunhão com a natureza também auxilia a aquietar a mente e permite a atividade de buddhi  (palavra sânscrita que significa a faculdade discernidora da intuição espiritual).Todos nós obtemos vislumbres através daqueles momentos silenciosos que chegam até nós nas horas mortas ou em algum momento isolado de percepção aguda inspirados pela visão de uma árvore, uma nuvem, uma queda d´água. Em vez de por de lado esse momento, encorajemos seu significado, como alguém que sopra uma brasa para fazer com que a chama apareça.

 

4 – Ponderar sobre partes importantes de um texto também pode encorajar a intuição. Tente penetrar no âmago das palavras. Versos ou trabalhos espirituais desafiadores são bons para essa contemplação. Uma variante cristã da leitura intuitiva é chamada lectio divina. Reserve tempo para respirar profundamente e centra-se. Depois leia um trecho inspirado nas Escrituras e repita-o várias vezes lentamente, até que uma frase se sobressaia. Feche os olhos e repita a frase até obter uma resposta intuitiva – uma imagem, uma emoção, um insight. Observe a resposta e permaneça em silêncio. Quando você sentir que é o bastante, agradeça pelo insight recebido.

 

5 – Observar sua mente objetivamente, sem julgá-la, é um outro modo de ter acesso a essa intuição espiritual. Se você observa a mente, percebe que você não é a mente. Você é algo mais, pode observar o processo mental. Esvaziar a mente de ideias preconcebidas e livrar-se de expectativas pode viabilizar o acesso à intuição espiritual.

 

6 – Silenciar a mente pela prática regular da meditação abre uma trilha através da qual o insight consegue chegar à mente consciente. Uma vez estabelecida a abertura para isso, a percepção intuitiva torna-se um estado familiar. Ela pode ajudar a tomar boas decisões na vida diária. Nos níveis mais elevados, pode lhe levar à percepção da unidade essencial com todos os seres. A expansão de consciência numa meditação ajuda a romper os confins dos princípios individuais e, em tal estado, o amor e a compaixão inundam a nossa consciência.

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Abr/Jun 2007

 

 

Use essa meditação com sons de cura e equilíbrio para aquietar a mente e abrir as portas da intuição:

 

 


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