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CULTURA
30.01.2019
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Mãos que nos guiam
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O símbolo é o visível que aponta para o invisível, o trampolim para o mergulho no desconhecido. E cada parte do corpo humano carrega seus símbolos, sua história, sua mensagem. O corpo é nossa memória mais arcaica, onde nada é esquecido: "O homem é o seu próprio livro de estudo; basta ir virando as páginas até encontrar o autor".

 

 

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MÃOS QUE CONECTAM

 

Em hebraico, a mão é simbolizada pela letra Y (Yod), encontrada no tetragrama YHVH, que significa Javeh (Yod hé vav hé), divino. A palavra mão está ligada ao conhecimento. Tocar a mão, apertar a mão, é se apresentar, é firmar um conhecimento. Na tradição dos Terapeutas, existe a prática da imposição das mãos. Através das mãos comunicamos nossa energia, nosso coração. Mas também, através das nossas mãos, podemos comunicar algo maior que nós e que não nos pertence. No Evangelho de Tomé há uma frase que diz: “Teremos uma Mão na nossa mão”. Na nossa mão há a mão da vida. É interessante sentir, às vezes, esta presença em nossa mão.

Em determinadas práticas orientais, trabalha-se muito com mudras, que são gestos rituais das mãos e dos dedos (ver vídeo abaixo). Fazendo as mãos dançarem, podemos curar uma pessoa. É verdade que a ponta dos nossos dedos está ligada ao cérebro. No Monte Athos (Grécia), existem muitos monges, velhos ou novos, que tricotam. Essa prática, para eles, é uma maneira de apaziguar o mental. Porque há um elo entre as mãos e o cérebro. Quando, por exemplo, rezamos o terço, quando temos as mãos ocupadas em um trabalho manual, quando temos alguma coisa entre nossas mãos, nosso mental, nossa psique, se acalma.

 

 

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CADA DEDO, UMA HISTÓRIA

 

Poderíamos nos interrogar: como sentimos nossas mãos? Como é o contato de nossas mãos com o corpo do outro, com uma pedra, com os elementos que nos cercam? Poderíamos nos interrogar também sobre o simbolismo dos cinco dedos. O polegar, na tradição antiga, representava o dedo de Vênus e, também, a cabeça. Nas arenas da Roma antiga, durante as lutas entre os gladiadores, o povo reclamava a cabeça do gladiador vencido girando o polegar para baixo.

A história do Pequeno Polegar é a história de uma criança que escuta a intuição que lhe vem da cabeça. É um conto simbólico e seria interessante se nós o interpretássemos. Na história “As botas de sete léguas”, o Pequeno Polegar abriu sua cabeça aos sete dons do Espírito, o que lhe permite compreender o que a sua simples razão não poderia alcançar.

O indicador é o dedo de Júpiter e está ligado à vesícula biliar. O médio é o dedo de Saturno, ligado ao baço e ao pâncreas. O anular é o dedo do sol ligado ao fígado. O mínimo é o dedo de Mercúrio ligado ao coração. Vejam então que, na antropologia antiga, esta relação é feita entre uma parte do corpo e todo o Universo, todos os planetas com os quais esta parte está em ressonância.

Pegamos na mão de alguém para cuidá-lo – na reflexologia há técnicas muito precisas sobre isso. Podemos pegar os pés, as mãos, as orelhas, porque cada parte está ligada à totalidade do corpo. E podemos cuidar do fígado, do pâncreas, da vesícula biliar, simplesmente massageando e trabalhando as mãos. Nos mudras, nos gestos simbólicos das danças indianas, existe não só uma função estética como também uma função de cura.

Em nossas línguas temos uma expressão “o seu dedo mindinho me contou”. O dedo mindinho está ligado ao coração. Como o Pequeno Polegar se deixa guiar pela cabeça, algumas vezes nosso mindinho nos diz muitas coisas.

 

 

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SEGURA, ACOLHE, CONDUZ

 

Poderíamos fazer uma bela meditação sobre este tema das mãos. Na hora da sua morte, que mão você gostaria de ter entre as suas? Alguma vez fomos tomados pela mão? Já fomos conduzidos pela mão? É sempre emocionante ver uma criança pequena conduzida pela mão de sua mãe ou de seu pai. Porque há, neste caso, uma transmissão de conhecimento. São dois universos, com o Sol, Vênus, Júpiter, os diferentes planetas que se encontram.

A propósito do casamento, o rapaz pede a mão da moça. Mas o problema é que, às vezes, ele pede a mão da moça ao pai ou à mãe. E a sua própria mão nem sempre está de acordo.

Encontramos esta expressão em diferentes tradições – a mão de Deus. Algumas vezes podemos nos sentir guiados, como se tivéssemos uma mão pousada em nosso ombro, em nossa cabeça, nas nossas costas, para nos fazer avançar, para nos manter de pé. Há um momento onde nos fundimos. E alguns de nós sentiram bem profundamente esta mão, esta mão invisível...

 

 

Fonte: O Corpo e Seus Símbolos – Uma Antropologia Essencial, Jean-Yves Leloup, Vozes

 

 

Uma experiência contemplativa através dos mudras:

 

 


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