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BUDISMO
27.11.2018
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Ananda, o fiel discípulo de Buda
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De tempos em tempos, o Buda partia sozinho para aproveitar a paz e a solidão da floresta, mas, conforme sua fama se disseminava e o número de seus seguidores aumentava, cada vez mais pessoas vinham procurá-lo, desejando estar em sua presença e ouvir seus ensinamentos.

Em geral, o Buda necessitava de um assistente, cuja tarefa era cuidar de suas necessidades e lidar com os diversos pedidos, mas nem todos esses assistentes se mostravam muito confiáveis. Um deles foi o jovem Meghiya, que abandonou o Buda para meditar sob um belo mangueiral que havia chamado sua atenção.

Uma outra vez, o Buda estava viajando em Kosala junto com um monge chamado Nagasamala, que era seu assistente. Chegaram a uma bifurcação na estrada, e Nagasamala insistiu para que tomassem um caminho, enquanto o Buda tinha certeza de que deveriam seguir o outro. Não se conformando, Nagasamala simplesmente deixou o manto e a tigela do Buda no chão, para seguir pelo caminho que tinha escolhido. E não chegou muito longe: foi atacado por ladrões, que bateram nele, quebraram sua tigela e rasgaram sua roupa. Ele então retornou e seguiu pela estrada que o Buda havia tomado e, quando o encontrou, arrependido, relatou o que lhe havia acontecido.

Após vinte anos de experiências como essas, o Buda resolveu que era hora de mudar. Reunindo uma assembleia de monges, declarou:

- Tive muitos assistentes ao longo dos anos, mas nenhum deles fez seu trabalho de forma perfeita. Quase sempre o egoísmo ou a teimosia os atrapalharam. Estou com 55 anos e preciso de um assistente digno de minha confiança.

Um a um, os monges mais velhos ofereceram seus serviços, mas o Buda os recusava. Olharam, então, para Ananda, que até então, por modéstia, havia se mantido em silêncio.

- O Buda certamente sabe quem será mais adequado – disse Ananda, deixando claro que, se assim lhe fosse pedido, ficaria feliz em servi-lo.

O Buda disse que ficaria muito feliz em ter Ananda como seu assistente, e que de fato era ele o melhor para desempenhar tal trabalho.

Mas, antes de aceitar essa posição, Ananda pediu ao Buda que concordasse com oito condições. Pediu-lhe que não lhe repassasse presentes de roupas, comida ou moradia e que não o incluísse automaticamente em convites para refeições. Essas quatro condições serviam para assegurar que ninguém dissesse que Ananda aceitara a posição de assistente do Buda para obter ganhos pessoais.

Pediu, também, que lhe fosse permitido transferir para o Buda convites que lhe fosse feitos. E que, se pessoas viessem de longe para ver o Buda, ele teria o privilégio de levá-las à sua presença. Além disso, que, se por acaso ele viesse a ter dúvidas ou questões sobre os ensinamentos do Buda, pudesse obter uma resposta em qualquer momento. Finalmente, pediu que, se o Buda proferisse ensinamentos enquanto ele estivesse ausente, que estes lhe fossem repetidos posteriormente. Estas últimas quatro condições serviam para assegurar que ele continuaria seu progresso no caminho enquanto estivesse servindo ao Buda. A última condição, além de valer para o progresso espiritual do próprio Ananda, também seria muito benéfica para toda a comunidade. Com sua memória fenomenal, Ananda seria um grande repositório e guardião dos ensinamentos do Buda.

 

 

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O Buda concordou alegremente com essas condições, e Ananda se tornou seu companheiro constante durante os últimos 25 anos da vida do Buda, sempre cuidando de suas necessidades e de seus desejos com grande gentileza e atenção. Trazia água para que o Buda se lavasse e brotos de plantas para limpar seus dentes. Cuidava para que tivesse um bom lugar para se sentar, massageava suas costas, costurava seus mantos e conseguia remédios quando ele ficava doente. Além de cuidar de suas necessidades diárias, atuava como canal de comunicação entre o Buda e seus discípulos, fossem eles monges ou leigos, realizando suas tarefas com muita atenção e gentileza, de forma que se tornou amado e respeitado por todos.

 

APRENDENDO A CUIDAR UNS DOS OUTROS

 

Certo dia, o Buda e Ananda estavam visitando os alojamentos dos monges quando encontraram um deles doente, com disenteria. Ele estava caído no chão, incapaz de se levantar, coberto de urina e excrementos. Preocupado por ver um de seus discípulos em condições tão miseráveis, o Buda se aproximou e perguntou ao monge o que havia de errado.

- Estou com disenteria, meu Senhor.

- E ninguém está cuidando de você?

- Não, meu Senhor.

- Mas por que os outros monges não estão cuidando de você?

- Porque não sou útil para eles, meu Senhor. Por isso não se importam comigo.

O Buda se virou para Ananda e pediu que fosse pegar água morna para que pudessem limpar o monge. Quando Ananda retornou, limparam o monge, depois o levantaram e o colocaram de volta em sua cama. Tendo se assegurado de que o monge estava confortável e de que tinha tudo de que precisava, eles o deixaram.

 

 

ananda-o-fiel-discipulo-de-buda-budismo-ensinamentos-dharma-mantra-nosso-blog-2.jpg

 

 

O Buda, então, reuniu todos os monges que viviam nas redondezas e perguntou:

- Vocês sabem que há um monge doente naquela cabana ali em frente?

- Sim, Senhor.

- O que há de errado com ele?

- Está com disenteria, Senhor.

- Alguém está cuidando dele?

- Não, Senhor.

- E porque os outros monges não estão cuidando dele?

- Porque ele não nos é útil, Senhor.

- Monges, vocês deixaram tudo para trás a fim de seguir o caminho espiritual. Vocês não têm mais parentes ou familiares para cuidar de vocês. Se não cuidarem uns dos outros, quem cuidará? Assim como vocês cuidariam de mim, seu mestre, devem cuidar de um de seus irmãos quando ele estiver doente. Se um monge adoentado tiver um preceptor, então esse preceptor deve cuidar dele até que fique bem de novo. Se ele tiver um professor, esse professor deverá cuidar dele. Pode ser alguém com quem ele esteja morando, um de seus pupilos, ou alguém que possui o mesmo preceptor ou professor. Se não houver ninguém que obviamente deva cuidar de um monge, então a responsabilidade recairá sobre toda a comunidade. Vocês devem tomar isso como uma regra séria em seu treinamento, que não pode ser ignorada ou quebrada. Vocês devem cuidar uns dos outros!

 

 

Fonte: Histórias e Ensinamentos da Vida do Buda,  Saddhaloka, Sextante

 

 

Medite ao som do mantra budista

OM MUNI MUNI MAHA MUNI YE SOHA

 

 


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