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Meditação, yoga e bem-estar
BUDISMO
05.03.2019
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Conduta consciente
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O nome Buda significa “aquele que está acordado, desperto”, e esse estado é que constitui o núcleo e a essência da meditação budista vipasana, uma prática que pode nos abrir para vermos nossos corpos, nossas mentes e o mundo ao nosso redor com clareza e poder desenvolver um meio sábio e compassivo de nos relacionarmos com eles e de entendê-los.

Esse caminho de despertar começa com um passo que Buda chamou de correto compreender, e o início desse processo se dá ao olhar nossas vidas e reconhecer nela o que é impermanente e fugaz e levar em consideração o que importa mais profundamente, inclusive reconhecendo o sofrimento e as dificuldades no mundo ao nosso redor bem como em nossas vidas.

O correto compreender também exige um reconhecimento e compreensão da lei do karma, que se refere à lei de causa e efeito, onde o que quer que façamos, como quer que atuemos, estaremos sempre criando o que nos tornaremos, como seremos e como será o mundo ao nosso redor.  Podemos nos treinar a sermos mais amorosos, mais conscientes ou qualquer coisa que queiramos através da percepção consciente da lei de causa e efeito e do alinhamento de nossa vida a essa lei, não apenas sentindo o potencial do despertar dentro de nós mas também reconhecendo que isso não ocorre por si só, é necessária a aplicação amorosa de um esforço consciente.

 

 

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A CONDUTA CONSCIENTE

 

A meditação perceptiva, vipasana, busca levar a compreensão para a mente e o coração, através de um treino da consciência e do processo de exame interior. Muitas questões fundamentais para o despertar e a evolução espiritual podem ser respondidas através de um conhecimento silencioso e intuitivo, pela nossa própria capacidade de ver clara e diretamente, tendo como base inicial uma conduta consciente.

A conduta consciente ou virtude, significa agir harmoniosamente e cuidadosamente em relação à vida em torno de nós. Para que a prática espiritual se desenvolva é absolutamente necessário que estabeleçamos uma base de conduta moral em nossas vidas. Se estivermos engajados em ações que causem dor e conflito para nós e para os outros, é impossível para a mente assentar-se, reunir-se e focalizar-se na meditação; é impossível o coração se abrir. Numa mente fundamentada em altruísmo e verdade, a sabedoria e a concentração se desenvolvem rapidamente.

O Buda delimitou cinco áreas de moralidade básica que levam a uma vida consciente. Essas linhas de conduta são guias de direção que nos ajudam a viver mais harmoniosamente e a desenvolver a paz e o poder da mente. À medida que trabalhamos com elas, descobrimos que são preceitos ou regras universais que se aplicam a qualquer cultura, em qualquer época. São parte da prática básica da atenção e podem ser cultivadas em nossa vida espiritual.

 

1 – NÃO MATAR

 

O primeiro preceito nos diz que devemos nos abster de matar. Significa honrar toda a vida, não agir por conta do ódio ou aversão de tal modo que cause mal a qualquer criatura viva. A ideia é trabalhar para desenvolver uma reverência e amor pela vida em todas as suas formas. No Caminho Óctuplo isto se chama um aspecto do correto agir. À medida que nos tornamos mais conscientes e conectados com a vida, torna-se claro que não deveríamos machucar os outros, pois matar dói em nós. E eles não gostam disso; mesmo a mais frágil das criaturas não pretende morrer. Portanto, ao praticar esse preceito, aprendemos a parar de criar dor para os outros e para nós mesmos.

 

2 – NÃO ROUBAR

 

2 - O segundo preceito pede que nos abstenhamos de roubar, querendo com isso dizer que não devemos tirar o que é dos outros. Precisamos abandonar a avidez e não pegar para nós mais do que precisamos. Mais positivamente, significa utilizar as coisas com sensatez e cuidado, desenvolver nosso senso de compartilhar essa vida, este planeta. Se conseguirmos aprender a amar a terra, poderemos ser felizes não importando o que façamos, com uma felicidade nascida do contentamento. É uma fonte da paz mundial, é quando vemos que não estamos separados da terra, mas que todos viemos dela e estamos conectados uns com os outros. A partir deste senso de conexão podemos nos comprometer a compartilhar, a viver uma vida útil e de generosidade para com o mundo. Cultivar a generosidade diretamente é outra parte fundamental ao viver uma vida espiritual. Tal como as regras para a prática e tal como nossas meditações internas, a generosidade pode também ser treinada. Com a prática, o espírito da generosidade passa a formar nossas ações e nossos corações se tornarão mais fortes e leves. Isso pode nos levar a novos níveis de desapego e felicidade.

 

 

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3 – NÃO MENTIR

 

O terceiro preceito da conduta consciente é a abstenção do falso falar. O Caminho Óctuplo chama isso de reto falar. Não minta, diz a regra. Diga apenas o que é verdadeiro e útil; fale sabiamente, com responsabilidade e apropriadamente. E isto pede-nos para estarmos conscientes de como utilizamos a energia de nossas palavras. Passamos tempo demais de nossas vidas falando, analisando, discutindo, fofocando e planejando. A maior parte desse falar não é consciente ou acautelado. É possível utilizar o falar para o despertar. Podemos estar atentos ao que estamos fazendo quando falamos, à motivação e a como nos sentimos. Também podemos estar atentos ao ouvir. Podemos alinhar nosso discurso aos princípios do que é mais verdadeiro e do que é mais gentil ou útil. Praticando a atenção, podemos começar a compreender e descobrir o poder da palavra. Nossas palavras são poderosas. Podem ser destrutivas ou esclarecedoras, simples fofocas ou comunicação compassiva. Pedem-nos que estejamos atentos e que deixemos nosso discurso nascer no coração. Quando dizemos o que é verdade e útil, as pessoas são atraídas por nós. Sermos atentos e honestos torna nossa mente mais quieta e mais aberta, nossos corações mais felizes e mais pacíficos.

 

4 – NÃO PRATICAR A MÁ CONDUTA SEXUAL

 

O quarto preceito é o de evitar a má conduta sexual, e nos lembra a não agir por conta do desejo sexual de modo a causar dano a outrem. Exige que sejamos responsáveis e honestos nas relações sexuais. A energia sexual é muito poderosa. Nestes tempos de relacionamentos e valores sexuais mutáveis, pedem-nos que sejamos conscientes de nosso uso desse grande poder. Se associarmos essa energia em nossas vidas com avidez e sofreguidão, exploração e compulsão, acabaremos realizando ações que trazem danos a nós mesmos e aos outros, tais como o adultério. Há grande sofrimento como consequência dessas ações e grande prazer na simplicidade que existe na sua ausência. O espírito desse preceito nos pede que olhemos para a motivação por trás de nossas ações. Prestar atenção nisso, desta maneira, permite-nos (como leigos) descobrir como a sexualidade pode estar conectada ao coração e como pode ser uma expressão de amor, cuidado e intimidade genuína. A sexualidade consciente é uma parte essencial do viver uma vida de atenção.

 

5 – NÃO USAR SUBSTÂNCIAS TÓXICAS

 

O quinto preceito nos diz que devemos nos abster do uso descuidado de tóxicos. Significa que devemos evitar usar tóxicos à ponto de tornar nossa mente turva e que devemos devotar nossas vidas para desenvolver a clareza e a vigilância. No mundo existem milhões de alcoólatras e que abusaram das drogas, que causam muita dor ao usuário, às suas famílias e a todos com quem mantém contato. Viver conscientemente não é fácil – significa que muitas vezes teremos que enfrentar medos e dores que desafiam nosso coração. O uso de tóxicos não é o caminho, com certeza.

 

 

Estabelecer uma base para uma vida espiritual, exige que se traga atenção para todas as ações em nosso mundo, a nosso uso dos tóxicos, a nosso discurso, a todas as nossas ações. O estabelecimento de uma relação harmoniosa e virtuosa com o mundo traz bem-estar e leveza ao coração e clareza imperturbável para a mente. Uma base virtuosa traz grande felicidade e liberação em si mesmo e é a precondição para a meditação sábia. Com essa base podemos estar conscientes e não desperdiçar a extraordinária oportunidade de um nascimento humano, a oportunidade de crescer em compaixão e na compreensão verdadeira em nossa vida.

 

 

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Escolha e refine um ou mais dos cinco preceitos ou regras básicas de treinamento como forma de cultivar e reforçar a atenção. Trabalhe meticulosamente com um preceito durante uma semana. Então examine os resultados e escolha outro preceito para uma semana subsequente. Eis aqui algumas maneiras sugeridas como amostras para o trabalho com cada preceito:

 

Abstenção de matar: reverência pela vida - Por uma semana e propositadamente proponha-se a não causar mal em pensamento, palavra ou ato a qualquer criatura viva. Em particular, fique atento a todos os seres vivos em seu mundo (pessoas, animais e mesmo plantas) que você ignora e cultive um senso de cuidado e reverência por eles também.

 

Abstenção de roubar: cuidado com os bens materiais - Por uma semana, proponha-se a agir de acordo com qualquer pensamento de generosidade que surja espontaneamente em seu coração.

 

Abstenção de discursos falsos: discurso do coração - Proponha-se, durante uma semana, a não fofocar (positiva ou negativamente) ou falar sobre alguém que você conheça e que não esteja presente (qualquer terceira pessoa).

 

Abstenção de má conduta sexual: sexualidade consciente - Proponha-se, durante uma semana, a observar meticulosamente com que frequência sensações e pensamentos sexuais surgem em sua consciência. A cada vez, verifique quais estados mentais específicos estão associados com eles, tais como amor, tensão, compulsão, cuidado, solidão, desejo por comunicação, ambição, prazer, agressão e assim por diante.

 

Abstenção de tóxicos ao ponto do embaçamento da mente - Proponha-se, por uma semana ou um mês, a abster-se de todos os tóxicos e substâncias viciantes (tais como vinho, maconha, mesmo cigarros e/ou cafeína, se quiser). Observe os impulsos de usá-los e atente ao que está acontecendo em seu coração e em sua mente ao sentir tais impulsos.

 

 

Fonte: Buscando a Essência da Sabedoria, Joseph Goldstein e Jack Kornfield, Roca

 

 

Silencie a mente e abra seu coração ao som do mantra da compaixão Om mani Padme Hum na voz de Ani Choying Drolma:

 

 


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