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CONCURSO CULTURAL
09.07.2019
Carolina Pereira Lima Maia (São Gonçalo do Pará - MG)
Em busca da cura
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Meu nome é Carolina, mas pode me chamar de Carol. Sou mineira, tenho 32 anos e estou aqui para contar para vocês um pouco da minha história. Aos 24 anos fiz uma cirurgia e fui diagnosticada com um câncer de intestino. Por incrível que pareça não me assustei com essa notícia, parecendo estar preparada para vivenciar aquilo. Fiz em seguida seis meses de quimioterapia. Meu emocional estava bom, tive muito apoio dos familiares e amigos, além de estar bem amparada espiritualmente. Porém, em se tratando da parte física, foi um período bem difícil, considerando os efeitos colaterais do tratamento. Meu cabelo não caiu, mas sinceramente essa não era uma preocupação, eu só queria mesmo era me curar.

Depois desse período, minha vida foi voltando ao normal. No ano seguinte, porém, tive uma recidiva nos ovários, sendo necessário retirá-los e fazer mais seis meses de quimioterapia. Dessa vez, os efeitos do tratamento foram mais amenos, já havíamos acertado com o remédio para enjoo e conseguia me alimentar melhor. A mente ficou abalada num primeiro momento ao saber que não poderia mais engravidar, mas seguimos em frente confiantes na justiça divina.

Nessa época, foi necessário fazer uma quimioterapia intraperitoneal, uma cirurgia de grande porte, precisando ficar uns dias no CTI. Sempre na expectativa da cura, seguindo uma vida bem normal, fui diagnosticada novamente com metástase, dessa vez no reto. Aí foi a primeira vez que fiquei triste, pois estava com tantos projetos em andamento, e a ideia de parar tudo para fazer tratamento me deixou apreensiva. Um pouco vacilante, fui, mais uma vez, fazer cirurgia, retirei parte do reto e útero e coloquei bolsa de ileostomia. Além disso, na mesma cirurgia fiz outra quimioterapia intraperitoneal, não sendo necessário fazer os seis meses de tratamento sistêmico dessa vez. Oba! Uma coisa boa nisso tudo, né?! Três meses depois, retirei a bolsa.

 

 

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O que posso dizer é que fácil não foi, mas também não foi tão ruim assim. Hoje estou ótima, feliz, tenho um filho lindo e faço apenas acompanhamento de minha saúde. Costumo dizer que o câncer foi uma bênção em minha vida. Cada dificuldade transposta me trouxe um aprendizado valioso. O que sou hoje devo muito a essa experiência bendita. Pude perceber o que realmente vale a pena nesta vida, deixando de lado interesses mesquinhos e valorizando cada vez mais as pessoas ao meu redor: meu marido, minha mãe, pai, sogra, tias, amigos, e cada pessoa que me abraçou e disse que estava rezando por mim! Isso me desanuviou sobremaneira, me permitindo sair da ignorância para o caminho da plenitude. Mas calma! Eu disse caminho...

Longe de estar plena, sei que tenho muitas limitações, muito a aprender, e a distância a percorrer na senda evolutiva é longa. Ter a consciência de que nada acontece por acaso, saber da minha condição de devedora, e estar diante de uma oportunidade dessas de aprendizado e de me redimir - um pouco - com a vida é maravilhoso, e não há outro sentimento a não ser gratidão. Encontrar a cura é algo que todo mundo quer. Seja para uma doença, para suas dores físicas ou morais. Mas uma coisa é certa: não adianta procurarmos lá fora; a cura está sempre dentro de cada um. E isso só é conquistado com o autoconhecimento e com o burilamento das nossas más tendências. Todos estamos doentes de certa forma, mas o remédio não virá até que comecemos a perdoar, amar mais e enxergar no outro um irmão. E já nos dizia Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”. Esse é, sem dúvida, o verdadeiro caminho!

 

 

Texto vencedor da ação Vida Maiz Zen Concurso Cultural - Tema "Em Busca da Cura", realizada durante os meses de novembro de 2018 a abril de 2019

 

 

Uma linda reflexão na voz de Castello:

 

 

ASSUMA

(Castello Branco)


A língua que a gente entende é o amor
O corpo que a gente tem que assumir
Quando o nosso ser insiste
Não há ninguém que possa mais

Não procure mais, irmão
Não procure mais, irmão
Deus está no ato de assumir a si

Lá de onde eu vim não há dor que não passa
Não tem tempo ruim, nem conversa fiada
Não há mal que não possa ter seu fim
Lá de onde eu vim não há dor que não passa
Não tem tempo ruim, nem conversa fiada
Não há mal que não possa ter seu fim

Não preocupe mais, irmãos
Deus está no ato de assumir a si
Lá de onde eu vim não há dor que não passa
Não tem tempo ruim, nem conversa fiada
Não há mal que não possa ter seu fim
Lá de onde eu vim não há dor que não passa
Não tem tempo ruim, nem conversa fiada
Não há mal que não possa ter seu fim

 


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