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14.04.2020
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Suas crenças, seu cérebro, sua saúde
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Seu estado mental é o fator mais importante que atua sobre o modo como você vive. Entenda a mente não como uma referência ao cérebro físico, a massa de tecido nervoso que ocupa a parte superior do seu crânio, mas à parte do seu ser que pensa ou observa. Apesar de o sistema nervoso central ser usado para pensar, existe um lugar específico em você que é responsável por dirigir o pensamento. Não se sabe se ele está dentro ou fora do cérebro, e talvez seja até possível imaginar que pensamos com o corpo inteiro, assunto sobre o qual falarei mais adiante.

Você já deve ter consciência de que há uma parte do seu ser, o “observador”, que às vezes parece se manter um pouco afastada enquanto você prossegue com sua vida cotidiana. Nela é que estão contidas suas crenças, o que você acredita ser verdade sobre o mundo em que vive, sobre as Leis Universais, seu papel na vida e seus valores. É a esse conjunto de crenças que podemos chamar de “sua filosofia pessoal”.

Atualmente, existem muitas pesquisas demonstrando a conexão entre a mente, as emoções e o corpo, o que não é um conceito novo. Ao longo dos séculos, médicos realmente talentosos disseram aos seus pacientes que um dos mais importantes aspectos da cura, senão o principal, é o desejo de viver. Há 2.400 anos o filósofo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já ensinava aos seus alunos que emoções negativas causam doenças e que um estado de espírito positivo é um fator essencial na recuperação da saúde.

Quando você está feliz, ativo e entusiasmado com a perspectiva de um evento agradável, ou bem-humorado de um modo geral, seu sistema imunológico reage de maneira positiva, mantendo-o em ótima saúde. Se você se sente infeliz, desanimado, solitário, triste, dolorido e deprimido, ele reagirá de acordo com essas emoções, diminuindo sua resistência física. De fato, pesquisas modernas mostraram que o pensamento chega até a influenciar a constante divisão celular do nosso organismo. A seguir, uma versão simplificada de um processo extremamente complexo, e talvez seja um tanto difícil de entender, mas que vale a pena ler com atenção porque é um importante elo na compreensão do motivo pelo qual os pensamentos, emoções e crenças são tão poderosos.

 

 

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Seu corpo e seu cérebro estão em constante comunicação um com o outro. Você se recorda das vezes em que pensou em um acontecimento ruim e sentiu “uma coisa esquisita” no estômago? Pois bem, esse é um exemplo dessa comunicação. Estudos modernos demonstraram que o cérebro não somente se comunica com as células do organismo como também as células se comunicam com ele e com outras partes do corpo. De fato, as mais recentes constatações estão revelando que pensamos não apenas com o cérebro, mas também com o corpo. Muitos cientistas atualmente acreditam que somos uma entidade “mentecorpo”.

Uma parte essencial do extraordinário sistema de comunicação de nosso organismo é constituída pelos receptores celulares. Cada célula pode ter milhões de receptores (poderíamos compará-los com verrugas na parede celular), e em cada uma é possível encontrar setenta diferentes tipos de receptores. As moléculas dos receptores flutuam sobre a membrana oleosa que constitui a parede da célula, e algumas têm “raízes” que penetram bem fundo no interior da célula, onde a vida de uma célula é determinada pelos receptores que existem em sua superfície e se eles estão ou não ocupados por ligantes. Um ligante é uma pequena molécula que se une ao receptor.

Existem três tipos de ligantes químicos: neurotransmissores, esteroides e peptídeos, sendo estes últimos o objeto de nosso interesse. De acordo com a Dra. Pert, cerca de 95 por cento de todos os ligantes são peptídeos. Os receptores e seus ligantes passaram a ser vistos como “moléculas de informação” – as unidades básicas da linguagem usada por todas as células do organismo para se comunicar com sistemas como o endócrino, neurológico, gastrointestinal e também com o imunológico.

Atualmente sabemos que os peptídeos são produzidos no hipotálamo, uma glândula extraordinária localizada no centro do cérebro, e que o tipo de peptídeo produzido é primariamente determinado pelo que pensamos e sentimos. O hipotálamo produz peptídeos que copiam exatamente todas as emoções sentidas pelo ser humano: raiva, ódio, tristeza, frustração e depressão, como também alegria, entusiasmo e felicidade.

Os peptídeos são canalizados para a glândula pituitária, ou epífise, e daí para a corrente sanguínea, por meio da qual visitam todas as células do organismo, que somam entre vinte e trinta trilhões. (Dez mil células humanas de tamanho médio cabem na cabeça de um alfinete.) Os peptídeos se prendem às células e criam microscópicos fenômenos fisiológicos que produzem grandes mudanças de comportamento, atividade física e até mesmo estado de espírito. Quando eles “atracam” nos receptores, assumem o controle de todas as atividades celulares, inclusive, entre muitas outras, o processo de divisão e formação de novas células. Os peptídeos atuam como o capitão de um navio entrando na cabine de comando e dando as ordens para que a navegação prossiga.

 

 

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No filme Quem somos nós, o Dr. Joseph Dispenza explica que quando uma nova célula é produzida, nem sempre é um clone da antiga, “mas uma célula que contém mais receptores para qualquer tipo de peptídeo que foi recebido para provocar a divisão”. Se a célula recebeu peptídeos produzidos pelas emoções da depressão, a nova célula terá mais receptores para eles e menos receptores para peptídeos que geram bem-estar.

Nós dependemos da divisão celular para a reprodução, crescimento, reparo e substituição das células danificadas, desgastadas ou mortas. Cerca de trezentos milhões de divisões celulares ocorrem a cada minuto para substituir as células mortas. A cada dia, dois por cento das células sanguíneas morrem e são substituídas por novas. Portanto, a cada dois meses ganhamos um sangue completamente novo. Depois de todas essas informações sobre os peptídeos, receptores e pensamentos, creio que ficou mais fácil para você adquirir uma noção da cadeia de eventos que ocorre enquanto novas células são criadas de acordo com o que pensamos e sentimos.

Se você ficou deprimido por uma hora, produziu cerca de 18 bilhões de novas células com um número maior de receptores pedindo por peptídeos da depressão e menos receptores pedindo os peptídeos do bem-estar. É como se trilhões e trilhões de receptores estivessem segurando um megafone e gritando: “Mande-nos mais depressão!” Resumindo, pensamentos de desânimo criam um corpo que vai se tornando cada vez mais capacitado para sentir tristeza em vez de alegria. Eles também acabam criando uma necessidade de mais pensamentos tristonhos, e ao poucos vamos nos viciando em melancolia. O verdadeiro número total de receptores que existe no corpo está além da imaginação, e, de fato, somos um imenso receptor. Tomando como exemplo a depressão, é fácil ficarmos habituados a esse estado porque o organismo exige cada vez mais do que está recebendo e, literalmente, desenvolveu um apetite para a depressão. Se, por outro lado, nosso sistema pessoal de crenças nos traz a felicidade, os receptores estão criando um organismo mais habilitado a ser feliz e que deseja sentir felicidade.

Quanto mais você se envolve em qualquer tipo de emoção ou comportamento, maior será seu desejo de reproduzi-los. Essa afirmação vale para tudo, desde a depressão até vícios de todos os tipos e emoções como raiva e alegria. Um indivíduo, por exemplo, se vicia em raiva devido ao efeito fisiológico e psicológico que ela exerce sobre seu organismo, porque ela produz adrenalina, um poderoso estimulante. Podemos nos tornar dependentes da emoção da raiva devido ao estímulo que ela nos proporciona, e por isso brigamos com cônjuges, amigos, colegas de trabalho e qualquer um que conseguimos atrair para um conflito.

Não importa se você anseia por emoções como excitação, raiva, depressão ou alegria, ou pelas sensações que experimenta ao consumir drogas ou álcool. Em essência, você está ansiando pelas substâncias que seu “mentecorpo” está querendo e exigindo.

Pense nessas informações, reflita como seus pensamentos e suas emoções criam e condicionam suas células. É um fato impressionante. Agora responda: o que os receptores celulares pediram ao resto do seu corpo no dia de hoje?

 

 

Fonte: Zen e a Arte da Felicidade, Chris Prentiss, Nova Era

 

 

Emoções suaves na canção de Lenine:

 

 

LEVE E SUAVE

(Lenine)

 

Há de ser leve

Um levar suave

Nada que entrave

Nossa vida breve

Tudo que me atreve

A seguir de fato

O caminho exato

Da delicadeza

E ter a certeza

De viver no afeto

 

Só viver no afeto...

 


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