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ESPIRITUALIDADE
25.11.2021
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Arte de viver
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Há muitos anos, operários estavam construindo um templo. Três deles estavam sentados à beira da estrada, quebrando enormes pedras. Era um dia de muito calor e os homens suavam copiosamente. Um transeunte, observando-os, dirigiu-se a um deles e perguntou: “O que você está fazendo?” “Quebrando pedras – o que mais?”, respondeu o operário. Havia aborrecimento e irritação em sua voz, tensão e tristeza em seu rosto. Certamente quebrar pedras não poderia ser uma fonte de alegria.

O transeunte dirigiu-se ao segundo homem e perguntou: “O que você está fazendo, amigo?” A resposta foi: “Ganhando a vida”. Ele não estava triste; não estava chateado com sua sina, mas também não estava feliz. Simplesmente enunciou um fato. Como ganhar a vida poderia ser um motivo de alegria?

O viajante seguiu em frente e dirigiu-se ao terceiro homem: “E você, o que está fazendo?” O homem levou alguns segundos para responder; não tinha ouvido bem a pergunta, porque estava absorto em seu trabalho e murmurava uma canção enquanto martelava a pedra. A pergunta foi repetida e ele respondeu, com uma centelha nos olhos e um sorriso no rosto: “Estou construindo um templo!” Certamente, uma honra maior que essa não poderia lhe ser concedida; ele tinha a oportunidade de construir um templo para Deus!

A tarefa era a mesma, as condições de trabalho também; contudo, que diferença na reação dos homens à mesma pergunta... Um estava carregando o fardo da existência, talvez até maldizendo-a. Para o segundo, o trabalho era penoso e ingrato; ele tinha que fazê-lo, quer gostasse ou não. Mas o terceiro era diferente dos outros dois.

Para ele, sua tarefa era tão sagrada quanto o próprio templo. Cada momento passado no trabalho era um oferecimento ao Senhor. “Construir um templo”: estas três palavras criam, em si mesmas, o santuário de um profundo senso de dedicação e sinceridade ao trabalho. E essa atitude dava à sua existência um sentido sagrado, transformando a vida em algo vibrante, com paz, felicidade, gratidão. Uma vida com um propósito nobre, uma vida com uma missão sublime.

 

 

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Vir a este mundo como um ser humano é uma das melhores bênçãos de Deus; assim dizem os sábios. A vida não é um fardo, mas uma grande oportunidade, uma chance única, uma abertura divina que conduz ao destino mais elevado. A vida é uma oportunidade rara a ser explorada, para compreender as maravilhas e os mistérios da natureza, da Terra, do universo. É uma oportunidade preciosa e inestimável para servir a Deus por meio de qualquer trabalho, qualquer que seja a tarefa que nos for confiada no serviço à humanidade.

Porém, é verdade que podemos nascer sob circunstâncias que não são ideais, que podem não prometer a felicidade e conforto. Isso não depende de nós. Não podemos mudar o plano divino. Mas podemos fazer o melhor que pudermos da vida que nos foi dada, das situações e das circunstâncias que encontramos. Vivendo a vida de maneira correta, criativa, sagrada, quando qualquer coisa é feita como uma oferenda ao Senhor, espontaneamente surgem a disciplina física e interior. No centro de tudo, no âmago de cada ação, existe harmonia, ordem alegria, apesar de qualquer tensão ou fadiga. Então, qualquer que seja o trabalho que a pessoa realize, ela o faz por amor, pela pura alegria que o trabalho proporciona.

Essa é a beleza do sentimento intenso e apaixonado, de envolver-se com uma atividade com o coração e alma. Essa é a beleza do ser verdadeiramente criativo, viver de maneira criativa. Essa é a energia criativa em ação. Esse é o fluxo sem esforço, espontâneo, da energia criativa que é ananda. Essa é a unicidade de todas as artes criativas – música, poesia, escultura, dança, pintura. Ser verdadeiramente criativo, trabalhar criativamente, viver cada momento criativamente, com intensidade e paixão, é pura bem-aventurança!

 

 

Fonte: Sophia, Manju Sundaram, Editora Teosófica, Ed. Jul/Set 2006

 

 

 

Uma lição de simplicidade, devoção e amor à experiência de viver na voz de Izzy Gordon:

 

 

COISAS DA VIDA

(Milton Nascimento / Fernando Brant)

 

Nunca é igual, se for bem natural
Se for de coração, além do bem e do mal
Coisas da vida
O amor enfim ficou senhor de mim
E eu fiquei assim, calado, sem latim
Coisas da vida

Como foi que eu cheguei aqui?
Quem me diria que esse era meu fim?
Olho no teu olhar a festa de estar
De bem com a vida

O luar girou, a sorte me pegou
Tesouro, te encontrei sem garimpar
No ouro da paixão, na febre da paixão
Que estão em mim

Ser o senhor e ser a presa
É um mistério, a maior beleza
Amor é dom da natureza
Amar é laço que não escraviza

Ser o que serve e é servido
Só o amor é tão bonito
Ser o que planta e sentar à mesa
Amor é dom da natureza

Água que limpa e mata a nossa sede
Sede de viver
De deixar viver
De fazer viver
E de ser feliz

 


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