CompraZen
Meditação, yoga e bem-estar
ZEN
13.04.2021
CompraZen
No fluxo do Zen
COMPARTILHAR

 

O Zen é diferente de toda religião. Essa diferença, somada à sua qualidade enigmática, pode ser responsável por despertar a curiosidade dos ocidentais. Uma vez despertada a curiosidade não descansa facilmente, por que o Zen fascina as mentes cansadas da religião e da filosofia convencionais. Ele descarta todas as formas de teorização e instrução doutrinária; fundamenta-se na prática e experiência pessoal.

Zen é “sentir a vida”, em vez de “sentir algo a respeito da vida”; não tem interesse em descrições de experiências espirituais, em conceitos ou crenças. Embora o conhecimento seja valioso para apontar o caminho, é facilmente confundido com o próprio caminho e até mesmo com a meta.

Não podemos fixar o Zen mais do que podemos fixar a vida. Diz-se que definir é matar; se o vento parasse um segundo para o segurarmos, deixaria de ser vento. O mesmo ocorre com a  vida. As coisas mudam, não podemos nos apossar do presente e fazê-lo permanecer conosco, não podemos reter uma sensação passageira. Quando tentamos, resta apenas memória morta.

Constantemente tentamos parar o fluxo do tempo porque somos inseguros. Tememos o futuro, lamentamos o passado, buscamos uma ilha de calma para evitar as consequências de nossos pensamentos, sentimentos e ações. Buscamos a tranquilidade porque ela representa paz, mas também não podemos reter a tranquilidade. Quanto mais tentamos reter o momento, mais nos frustramos.

Alguns mestres zen descrevem a vida como um “processo de desabrochar eterno”, um “eterno vir-a-ser”. O desabrochar da vida jamais cessa, descansa ou chega ao fim. Estar em sintonia com a vida é mover-se com seu fluxo. Somente assim podemos conhecer a verdade por nós mesmos. Somente assim as doutrinas sagradas do mundo são reveladas em sua pura fonte de luz.

 

 

no-fluxo-do-zen-budismo-serenidade-sabedoria-equanimidade-iluminacao-nosso-blog-imagem.jpg

 

 

Tentar abarcar a unidade do espírito ou negar a própria individualidade é tão fútil quanto aferrar-se aos prazeres ou negar a dor. Prazer e dor são a mesma coisa – expressões opostas da dualidade. A unidade do espírito e o eu também são a mesma coisa – expressões de dualidade. Os indivíduos são a expressão múltipla do espírito uno. Através de cada um de nós o espírito expressa aspectos de sua multiplicidade e seus potenciais. Somente quando cada um de nós tiver crescido até a plena e incondicional manifestação de nossa parte individual do todo é que o espírito uno se realizará.

Realizar a iluminação do Zen é estar em paz com a vida. A partir dessa condição não existe luta e também não existe santuário – não há meta a ser alcançada, com ou sem obstáculos no caminho. É um estado onde a vida é como deve ser, iluminada pela luz do sol ou tocada pela chuva. A calma aceitação do ser iluminado é uma com o fluxo da vida que se move à nossa volta e através de nós, numa eternidade que jamais termina, sempre desabrochando – perfeição dando luz à perfeição.

Os grandes mestres zen não faziam coisas especiais com seu tempo disponível, não faziam milagres nem curavam doentes. A vida já é especial. Tudo é maravilhosamente sobrenatural, e mesmo os eventos mais comuns são milagres. A pergunta é: compreendemos isso? Vemos a nós mesmos como parte disso ou estamos de algum modo em pé ao lado de fora da vida, olhando para dentro?

Muitos de nós experimentamos um pequeno evento, algum diminuto vislumbre de realmente estar no fluxo da vida. Num momento assim sabemos o que significa o Zen. Muitos somos levados a novamente buscar essa experiência, não compreendendo que não foi algo que fizemos, e sim algo que não fizemos que nos permitiu entrar no verdadeiro fluxo da vida. Esse é o ensinamento dos mestres zen. Não precisamos fazer coisas extraordinárias, mas temos de parar de fazer coisas fora de propósito, como tentar agarrar a estabilidade num mundo sempre em mutação.

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Abr/Jun 2011

 

 

Navegue com Caetano Veloso nas ondas zen desta canção:

 

 

COMO UMA ONDA (ZEN-SURFISMO)

(Lulu Santos / Nelson Motta)

 

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

 


Voltar

ÚLTIMOS POSTS

11.05.2021
Alquímica e astrologicamente, o Sol ocupa um lugar especial no mundo do esoterismo. Simbolicamente ele se ...
Leia mais
27.04.2021
"Tomar a decisão de ter um filho é muito importante. É decidir ter para sempre o seu ...
Leia mais
13.04.2021
O Zen é diferente de toda religião. Essa diferença, somada à sua qualidade ...
Leia mais
RECEBA NOSSA NEWSLETTER
CompraZen
Meditação, yoga e bem-estar

CompraZen, seu companheiro de jornada

Formas de pagamento

Formas de pagamento

Redes sociais

Facebook Instagram Youtube

Atendimento

(11) 96706-4719

Buda
2017 - Todos os direitos reservados - Compra Zen www.comprazen.com.br - CNPJ 14.088.607/0001-80
Rua Francisco Vaz Coelho, 847 - Vila Lavínia - Mogi das Cruzes - SP - 08735-440 - Brasil
Preços, condições e promoções exclusivos para o site, podendo sofrer alterações sem prévia notificação.