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ESPIRITUALIDADE
30.03.2021
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Divina arte
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Em algum momento da vida, a maioria das pessoas experiencia momentos extraordinários, estados alterados, enquanto ouve música, lê um poema ou olha um quadro – alegria, silêncio, êxtase. Embora esses momentos possam ser breves, trazem consigo o poder de nos levar repetidamente de volta à arte – tanto à apreciação quanto à criação. Muitos artistas e filósofos afirmaram que esses momentos são realmente estados místicos e que pode ser um canal até a divindade.

 

 

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“A beleza, tanto quanto a verdade, é um aspecto da realidade. Aquele que for insensível a uma não encontra a outra.” - Paul Brunton (filósofo)

 

 

BELEZA E QUIETUDE

 

O que dizer daqueles que não pintam, não compõem, não escrevem, mas são tocados pela beleza? “O segredo mais elevado da arte é permitir que aqueles que partilham dela sejam, por um momento, trazidos à quietude absoluta, embora inconscientemente, ou sem intenção”, afirmou Paul Brunton. Tornar essa experiência consciente é transformar a apreciação da arte numa prática espiritual.

Mantra, imagem sagrada, respiração. Estes são alguns objetos usados como foco de atenção na experiência de meditação. A essas técnicas podemos juntar a arte e sua beleza. Qualquer que seja o objeto de atenção, o objetivo dessas técnicas é o mesmo – focar a mente no objeto escolhido, eliminando os pensamentos fugidios. A concentração, embora induzida, permite que a realidade seja revelada em seus aspectos mais profundos. E, embora a realidade última seja a mesma, não importa como tenhamos chegado a ela, a jornada pode ser longa, e muitos os estágios do caminho. É por isso que as tradições místicas recomendam a concentração em objetos imbuídos de poder sagrado, sejam naturais ou artificiais.

 

 

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“Quando alguém se aproxima do que é maravilhoso, não sabe se a arte é o Tao, ou se o Tao é a arte.” - Hsuan Ho Hua P’u (sábio chinês)

 

 

MERGULHO INTERIOR

 

Se você estiver olhando uma obra de arte e experimentar um “choque estético”, um prazer profundo, retenha essa sensação – ela é um fio que pode ser seguido de volta até a sua fonte. Tente aprofundar o sentimento. Quando estiver totalmente embebido dele, retire a atenção do objeto, mas mergulhe no sentimento. Ao esquecer a sinfonia, o poema, a pintura, você verá que o sentimento nunca dependeu deles – o objeto apenas corporifica um dos aspectos de um êxtase maior, que está além dele.

Nossa cultura nos marcou profundamente com a crença de que, se algo é agradável, não pode ser espiritual; é o sofrimento que leva à libertação. O sofrimento é um caminho, mas não é o único. A alegria também é uma senda. A apreciação e a criação da arte são parte dessa tradição.

Parece haver duas rotas principais para o divino. A primeira é explicada pela sábio Ramana Maharshi: tudo, exceto o próprio divino, é pura ilusão, uma armadilha que nos mantém afastados de Deus. A segunda considera que o mundo, como criação do divino, exemplifica e algum modo essa divindade. Seguindo os fios divinos até sua fonte, podemos usar nossa atração natural pelas coisas mundanas como um impulso em direção à deidade. O truque é não ser enganado pelas vestes materiais dos prazeres do mundo.

 

 

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“Em toda verdadeira obra de arte você discerne a eternidade, olhando, através do tempo, o divino que se tornou visível.” - Thomas Carlyle (filósofo)

 

 

Os tantras mais conhecidos, que envolvem práticas sexuais, são muito difíceis de manejar. Mas o tantra da arte e da beleza é benigno. Não há prejuízo. O pior que pode acontecer devido a uma imersão na arte é você não conseguir se desvencilhar do objeto, e gastar muito mais tempo para refinar sua sensibilidade estética.

Nos tempos antigos, a arte era vista como um intercâmbio com os deuses. Por isso, era praticada somente por sacerdotisas, sacerdotes e iniciados. Hoje não precisamos mais depender de intermediários entre nós e o divino.; podemos, como indivíduos, assumir a responsabilidade de trilhar o nosso caminho singular em direção aos nossos eus superiores. Para muitos, o caminho da beleza e da arte pode desempenhar um grande papel no progresso em direção ao divino, um caminho de alegria em vez de sofrimento, de êxtase em vez do ceticismo.

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Jan/Mar 2006

 

 

Mergulhe sua mente, coração e alma nos acorde dessa obra-prima de Bach na execução de Daniel Gaisford:

 

 

PRELÚDIO EM G

(Johann Sebastian Bach)

 


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