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31.08.2021
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A bênção de envelhecer
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Todas as idades, assim como todas as circunstâncias, têm suas compensações. Muitas pessoas temem envelhecer, mas muitos que envelhecem podem dizer que é uma experiência abençoada. A ideia popular é a de que a juventude é a época em que somos mais felizes. Pode ser que isso não seja verdade. Pelo menos não será para aquele que a cada ano ficar mais feliz, podendo até mesmo sentir uma certa pena dos jovens - tão inexperientes, frequentemente tão confusos... Só com a idade é que se pode encarar a vida de maneira impessoal, acumulando, assim, a sabedoria que dela emana.

Quando somos jovens amamos intensamente, sofremos sem medida, ficamos ansiosos... Não que isso não ocorra na idade mais avançada, mas de uma maneira mais madura e mais sábia. Mesmo que não se sinta no corpo novamente os maravilhosos estremecimentos da juventude, com seus grandiosos momentos, talvez lembrar deles já seja o suficiente.

Na velhice não se pode fazer tanto quanto se fazia antes, mas pode-se pensar de maneira muito mais eficaz. Como disse um famoso filósofo francês: “Se a juventude ao menos soubesse; se a velhice ao menos pudesse...” É missão da juventude colocar em ação a sabedoria obtida na última encarnação. Quero retornar à vida para fazer as coisas que agora consigo ver claramente que devem ser feitas. Mas, de qualquer forma, sou feliz. O que os senhores do karma me pedem eu dou com alegria.

Provavelmente você já descobriu que, via de regra, ocorreram dor, desapontamento e frustração, em vez da “moleza” que a maioria dos jovens esperam. Mas como vale a pena toda essa experiência! A escritora Annie Besant, relembrando sua vida longa e maravilhosamente plena, disse que colocaria de lado todas as alegrias, mas nenhuma das dores, pois foi através destas que mais pôde aprender. Não tenha medo da dor, a “despertadora da consciência”.

 

 

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À medida que envelhecemos, aqueles que mais amamos podem ir nos deixando, um a um. Mas não os perdemos. O amor é sempre a sua própria eternidade. Se eles se forem um pouco antes de nós, estarão lá para nos dar boas-vindas quando nosso grande dia também chegar. Annie Besant disse: “Quando você conseguir ficar feliz quando aquele a quem mais ama não estiver presente, você terá verdadeiramente aprendido a amar.” Duas coisas que devemos evitar: juventude sem esperança e velhice sem paz.

Outra coisa interessante é que poucas memórias persistem. E se não são as grandes e maravilhosas ocasiões da vida que retornam à lembrança, podem ser as pequeninas coisas, simples mas significativas. A humanidade não precisa de coisas grandes. Ela precisa, acima de tudo, do doce calor do amor cotidiano. Você não precisa ser grande para ser feliz. Precisa ser simples, natural e amoroso. Quem sabe o mundo se volte novamente para as coisas simples da vida, e assim reconquiste a felicidade.

Não fique infeliz por estar mais velho, pois a “alma peregrina” em nós jamais envelhece. Ela é a eterna juventude, o fogo imorredouro. Existe uma serena benevolência, uma ternura graciosa, encorajadora, a respeito do gradual declínio do nosso veículo físico neste mundo. Podemos muito bem dizer para toda a nossa vida: “Deus esteja contigo até que nos encontremos novamente.”

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Abr/Jun 2008

 

 

Acompanhe a epopeia de uma vida inteira nesta canção de Nando Reis:

 

 

COMO SOMOS

(Nando Reis / Samuel Rosa)

 

Começa o infinito
Com dois zeros
Protótipo do filho
Feito feto

O embrião come na manjedoura
A gestação no ventre reza uma novena
A alma agarra a carne sedutora
O corpo cromossomos genes DNA

Carrega a mãe o embrulho
No colo, um véu
Luz à treva escuro
Brilho no céu

Na infância indaga, ó triste jardineira
Por que a camélia deu suspiros tão mortais?
Beija na tela, a estrela de cinema
No pierrot, a mesma máscara negra do carnaval

Hoje a noite tem luar
O sol de novo há de brilhar
Na linha do horizonte
Vai passar o tempo

Vou pra longe procurar
Vou para Pasárgada
Vou me vingar
Vou matar o Tempo
E ser imortal

Atravessa labirintos
E desertos
Mil gols do eterno
Mito, Rei Pelé

Na escola aprende a não dar bandeira
Mas até hoje não entende o que é um mol
Fez faculdade pra seguir carreira
Mas sonha mesmo em viver do futebol

Hoje a noite tem luar
O sol de novo há de brilhar
Na linha do horizonte
Vai passar o tempo

Vou pra longe procurar
Vou para Pasárgada
Vou me vingar
Vou matar o Tempo
E ser imortal

Bastaram dois sorrisos e um olhar
Foram mais felizes sendo um par
Morreu o pai porque nasceu primeiro
Renasce agora como avô, seu filho é pai

Escreve no epílogo
Seus tristes versos
Encerra o seu livro
Controverso

A gente morre, a vida é passageira
Escorre lenta vai minguando e aqui jaz
Pra uns demora mas a hora chega
E esse encontro ninguém pode evitar

 


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