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14.09.2021
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Aprendendo a amar
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Este texto foi desenvolvido a partir de uma pesquisa médica intitulada A ciência descobre o verdadeiro amor. Vamos começar analisando o que o amor não é:

 

1 – Amor não é possessividade

Não é transformar a outra pessoa à nossa própria imagem. O amor de uma pessoa não implica em posse, em transformá-la no que queremos e sim em conceder-lhe, alegremente, o pleno direito à sua singularidade. Quantos problemas e quanta infelicidade são causados por mães, maridos, esposas e amigos possessivos, que não percebem que essa doença tem raiz no amor-próprio: um grande número de pessoas pensa que ama alguém, mas tudo o que faz é se projetar sobre a outra pessoa. Pais egoístas que mantém a filha cuidando deles, acham que a amam, mas na realidade só amam a si mesmos e ao conforto que a presença da filha lhes traz. A esposa e o marido ciumento não estão amando seu parceiro, mas sofrendo de um ataque de amor próprio. E o ciúme não é uma prova de amor, como popularmente se supõe, mas uma evidência do amor somente a si mesmo.

 

2 – Amor não é dependência

Existe uma adoração verdadeira e uma falsa. O verdadeiro amor não agarra, não se enrosca em torno do ser amado. Não conta com o amado para realizar a sua felicidade e os seus desejos. Não considera o ser amado como alguém que deva retirar de seus ombros o fardo de tomar decisões, e que deva abrigá-lo de todos os contatos difíceis da vida.

 

3 – Amor não é autosacrifício

Embora possa às vezes requerer sacrifício, o amor não se resume a isso. Mães superprotetoras, que sacrificam o seu tempo para mimar e paparicar os filhos, não os estão amando. Estão criando “aleijados psicológicos” para o futuro.

 

4 – Amor não é admiração

Um homem pode pensar que ama sua esposa porque ela é bela, talentosa, competente. Isso não é amor, é aprovação. Pode surgir até da satisfação de possuir um bem atrativo. Admiração não é amor. A bajulação frequentemente resulta no amor-próprio do admirador, na esperança de conseguir algo do ser adorado. Essa aprovação pode facilmente tornar-se ódio. Um herói pode ser destruído com a mesma facilidade com que foi adorado.

 

5 – Amor não depende dos atributos do outro

O amor depende da habilidade que a pessoa tem de amar. Se o amor dependesse das qualidades da pessoa amada, como poderia um cafajeste evocar amor sincero? O amor é um vínculo da alma, forjado em vidas passadas. Às vezes, esse vínculo, se for muito forte, é reconhecido imediatamente; é o raro fenômeno do “amor à primeira vista”.

 

6 – Amor não é sexualidade

Quantos homens e mulheres se casam por um superficial impulso sexual, apenas para descobrir que se uniram a um estranho? Os “casamentos feitos no céu” são a união de duas almas que se conheceram e se amaram em outras vidas. Mas são raros. O outro caso é muito mais comum. O que fazer, então? Buscar conhecer o “estranho” e convertê-lo num amigo. Nenhuma união pode durar se não estiver consolidada pela amizade, não apenas pelo sexo. Krishnamurti dizia: “Onde existe amor, sexo não é problema. É a falta de amor que cria problemas. Quando você ama alguém, você partilha com ele tudo que possui. Somente quando existir amor os nossos problemas serão resolvidos, e conheceremos a bem-aventurança e a felicidade.”

 

7 – “Amor de mãe” não é necessariamente amor

H.P. Blavatsky diz que o amor comum de mãe não está em um plano elevado. Dr. William Menniger afirmou: “A melhor coisa que os pais podem fazer é ensinar seus filhos a amar. Mas a única maneira de eles ensinarem a amar é pelo exemplo. As crianças devem receber amor, para que mais tarde possam doá-lo”. Não se ama os filhos simplesmente protegendo-os e suprindo suas necessidades. Um animal também faz isso. A questão é: até que ponto ratificamos nossas crianças como pessoas? O quanto lhes ajudamos a crescer de maneira independente? Às vezes as crianças são tão sufocadas, tão arrumadas, tão cuidadas, que ficam sem qualquer iniciativa ou motivação, e tornam-se pessoas problemáticas. Isso acontece mais com filhos de pais ricos do que com famílias pobres, que têm outros problemas, mas onde, pelo menos, as crianças são desde cedo postas em contato com a vida.

 

 

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APRENDENDO A AMAR

 

Os médicos e psicólogos concordam em que o amor deve ser apreendido. Ele não surge “naturalmente” como se supõe. Krishnamurti diz: “Você não pode pensar a respeito do amor. Ele é um estado de ser.” Talvez em toda a longa peregrinação da alma exista apenas uma lição a ser apreendida: como amar. Pode ser que a perda e a separação aconteçam para nos ensinar essa lição.

Podemos encontrar ou descrever o verdadeiro amor? Um dos grandes exemplos é o de Cristo. Nos últimos encontros com seus discípulos, ele disse: “Um novo mandamento vos ofereço: que amem uns aos outros como eu vos amei.” São Paulo chamou esse amor verdadeiro de caridade, mas não a caridade superficial que consiste de esmolas, geralmente de pequeno custo para o doador. Caridade vem da palavra latina caro, querido. É a qualidade da pessoa para quem todas as coisas são queridas. São Paulo disse que, sem esse amor, todos os dons do espírito ou da personalidade não têm valor algum.

O amor pode esperar e acreditar para todo o sempre. Pode acreditar no amigo quando ele tiver perdido a própria fé em si mesmo. O amor não inveja. Se invejamos um amigo, não o amamos realmente; ainda existe em nós excesso de amor-próprio. O amor não se vangloria.  O amor não é orgulho. É todo generosidade e humildade. Isento de egoísmo, o verdadeiro amor não pode ser outra coisa a não ser comedido e cortês.

O amor é totalmente estável e fidedigno. Não é volúvel, não se altera quando encontra alteração. O verdadeiro amor é desinteressado. O amor não é facilmente provocado; ele é lento para pensar no mal, rápido para perdoar. O amor não se regozija na iniquidade; e sim na verdade. A sinceridade é a marca do amor. O amor jamais tem motivos ocultos, duplos sentidos, aparência mentirosa. É completamente honesto e gentil.

O amor supera todas as coisas, acredita em todas as coisas, tem esperança em todas as coisas, tolera todas as coisas. Suporta todas as coisas porque está convencido da justiça última. Acredita em todas as coisas com coragem e confiança infalíveis. Tem esperança em todas as coisas porque está consciente de que, no fim, o bem e a alegria devem vencer. Tolera todas as coisas com paciência divina. “A tolerância é suprema qualidade, e a paciência é toda paixão dos grandes corações”.

O amor surge do conhecimento intuitivo da nossa eternidade, da nossa própria imortalidade. Uma das mais belas descrições do verdadeiro amor vem de uma escritura tibetana, e diz que há sete tipos de amor, três dos quais pertencem aos homens e quatro aos deuses. A primeira forma, e a mais inferior, é mera atração magnética, como existe entre átomos e moléculas, planetas e sóis. Isso se exaure na união, assim como as polaridades negativa e positiva desaparecem ao se encontrarem. A segunda pode ser chamada de psíquica. Ela existe numa proporção de meio a meio: “eu te amarei se me amares, e lembra-te de que me deves algo por eu te amar”. Isso já trás as sementes da sua própria morte. A terceira forma de amor é difícil para os homens; ela tem de ser aprendida. É amar o ente querido de tal maneira que se deseje apenas o seu mai elevado bem, e em seus próprios termos.

Por não querer transformar os outros, o amor os transforma. Um amigo é um amante. Ele não dá sermões, não aponta defeitos, não condena; ele liberta. Você não pode ter as coisas das quais não abre a mão. Você não pode ser livre das coisas que você retém. Reter é pertencer à coisa retida, é criar um vínculo. Aquilo que você liberta pertence a você. Você não pertence à coisa, pois você pertence ao amor. Todas as coisas abaixo do amor aprisionam, esmagam, pressionam, ferem. O amor é a realidade, é o libertador, o fazedor de milagres. Ao fazer os outros felizes, você lhes oferece o sabor do céu na Terra.

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Out/Dez 2006

 

 

Acompanhe e inspire-se nesta linda canção:

 

 

DAQUI SÓ SE LEVA O AMOR

(Márcio Buzelin / Marcos Túlio Lara / Paulinho Fonseca / PJ / Rogério Flausino)

 

Viver
Tudo o que a vida tem pra te dar
Saber, saber
Em qualquer segundo tudo pode mudar

Fazer
Sem esperar nada em troca
Correr
Sem se desviar da rota

Acreditar no sorriso
E não se dar por vencido

Querer, querer
Mudar o mundo ao seu redor
Saber, saber
Que mudar por dentro pode ser o melhor

Fazer
Sem esperar nada em troca
Vencer
É recomeçar

Quando o sol chegar
Quando o céu se abrir
Saiba que estarei aqui
Aqui

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Daqui só se leva o amor
Daqui só se leva o amor
Daqui só se leva o amor

 


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