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ESPIRITUALIDADE
20.07.2021
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O que você faz pela paz?
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As pessoas anseiam pela paz. Mos o que querem dizer com paz? Podemos pensar na paz como ausência de guerra. Mas será apenas isso? O conflito pode existir separadamente da guerra. Nos chamados “tempos de paz” também existem conflito e violência nas ruas, nos lares, na escola, nos escritórios. Existem crime e perseguições, depressão e outros problemas que levam até mesmo ao suicídio. Portanto, as pessoas anseiam por não apenas estar livres da guerra, mas da violência sob qualquer forma. E acima de tudo anseiam pela paz interior, sem conflitos internos.

Frequentemente há conflito em nós, sob muitas formas. Às vezes estamos em guerra contra nós mesmos. Pode ser uma luta entre nossos desejos e deveres, ou entre desejos conflitantes ou deveres conflitantes; ou contradição entre a realidade e a nossa imagem das coisas.

Krishnamurti indagou: “O que ocorre quando se presta total atenção àquilo que chamamos de violência? Quando se está prestando atenção total existe cuidado, e não se consegue cuidar se não há amor. E quando na atenção existe amor, será que haverá violência?” Atenção significa ver as coisas com são, sem justificá-las ou rejeitá-las. Mas se rejeitamos a violência, o conflito continua; ele segue “pelo subsolo” e algum dia pode entrar em erupção como um vulcão.

Portanto, o conflito interno é um problema. Mas, por outro lado, pode levar a uma ação necessária e promover a solidariedade. Somos impelidos à atividade como medida defensiva ou nos aproximamos dos outros em oposição a um “inimigo comum”. A atividade e a solidariedade em situações de conflito podem ser necessárias e úteis.

 

 

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A paz não é apenas um estado externo, mas também interno, e não apenas passiva, mas dinâmica. Para essa paz acontecer, o primeiro passo é perceber objetivamente nossos conflitos; então, eles podem desaparecer. Krishnamurti disse: “Onde há divisão deve haver conflito. É a lei!” Divisão aqui significa divisão psicológica: separar-se como indivíduo ou grupo de outros indivíduos e grupos. Para não haver conflito não deve haver divisão isolando os corações. Isso não exclui a diversidade: somos todos diferentes física e psiquicamente, mas espiritualmente estamos unidos.

Se nosso relacionamento com os outros for superficial, de depender de conforto físico, prazer emocional e concordância mental, se estiver centrado em nós e na convicção de que somos diferentes dos outros – talvez melhores e mais interessantes -, o conflito é possível a qualquer momento. Mas se o relacionamento ocorre num nível profundo, então ficamos mais próximos das pessoas, vemos suas fraquezas como se fossem nossas e sentimos compaixão e compreensão, mesmo que nem sempre concordemos com elas.

A verdadeira paz interior surge quando cessa o conflito interno. Mas essa não é uma paz passiva; é também força, tanto quanto amor e alegria. Tudo isso se irradia de nossa mente, dos sentimentos e até do corpo, tornando possível a cooperação e o trabalho construtivo e criativo com o outros. Essa paz que transmite compreensão pode iluminar nossas vidas e, uma vez que todos compartilhamos da mesma vida e somos a mesma vida, pode espalhar-se e plantar as sementes da paz externa – a ausência de guerra e de violência.

 

 

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A Primeira Nobre Verdade proclamada por Buda fala da dor e do sofrimento. Não será a violência a própria dor? Não acarretará ela sofrimento? A Segunda Nobre Verdade fala da causa da dor. Não estará a causa da violência em nosso coração? O mesmo se dá com o fim da dor – a Terceira Nobre Verdade -, que está na transformação em nossos corações, em nossa vida diária. Então o Nobre Caminho Óctuplo – a Quarta Nobre Verdade – se abrirá diante de nós, pois teremos dado o primeiro passo, a correta percepção das coisas, inclusive a causa interna da miséria humana e o conhecimento de que a paz começa na nossa mente, mais próxima da mente dos outros do que imaginamos.

Como podemos compreender isso? Como podemos nos aproximar dos outros – quer sejam humanos, animais, a natureza ou o Divino? Virando as costas à autodepreciação, ao autointeresse, à autoimportância. Então, em nossos corações haverá espaço para os outros. Isso produzirá a verdadeira paz em nós e no mundo.

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Jan/Mar 2011

 

 

 

PELA PAZ

(Paulo Miklos, Sérgio Britto, Branco Mello, Charles Gavin, Nando Reis)

 

Você espera sempre mais

Você não se conforma

Você não se satisfaz

Todo mundo diz acreditar na paz

 

E você acredita ou não?

E então, o que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

 

Todos são capazes da guerra

Mas ninguém luta por você

Você ainda está sozinho

Ninguém acredita em ninguém

 

E você acredita ou não?

E então, o que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

 


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