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04.01.2022
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Uma fraternidade universal
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A maior dificuldade para a criação de um mundo unificado em uma fraternidade universal é a tendência do homem de se identificar com aqueles que parecem semelhantes a ele. Isso tem dividido a humanidade em toda sua existência em vários grupos – religiosos, nacionais, étnicos, linguísticos, profissionais, familiares, políticos e ideológicos – nos quais todos, de tempos em tempos, tornam-se antagonistas quando o interesse de cada um precisa ser protegido. O desejo de pertencer a um grupo nasce do sentido de segurança que ele sente em pertencer a uma coletividade. E, mesmo com todos os ideais de unidade, é claro que a humanidade está se movendo na direção oposta.

Todo ser humano tem um corpo e uma consciência. Será que somos realmente diferentes em nossos corpos? Será que somos realmente diferentes em nossas consciências? Se olharmos além da superfície descobrimos que cada ser humano tem os mesmos sentimentos – o sentido de medo, de insegurança, de solidão, o desejo de ser bem-sucedido na vida, de ser alguém. Todo ser humano tem apegos e o consequente sofrimento quando esse apego é rompido. Todo ser humano tem desejos e está lutando para realizá-los ou para lidar com eles. Não seremos como uma onda na superfície do oceano, dizendo à outra “sou diferente de você” apenas porque você é um pouco diferente em altura, forma e velocidade de locomoção? Se ela tivesse conhecimento da profundeza do mar, veria que essas diferenças são triviais, não têm significado.

A divisão entre ciência e religião também surge porque damos significados um tanto estreitos a essas duas buscas. Na verdade, a ciência é a busca do homem pela descoberta da ordem que se manifesta no mundo externo da matéria e da energia; e a busca religiosa é a busca da descoberta da ordem no mundo interno de nossa consciência. Na verdade não existe divisão nem antagonismos entre elas.

 

 

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A divisão é criada por nossa própria mente porque ela não vê as coisas de maneira factual, ela tem conjecturas, opiniões e toda uma gama de preconceitos e predileções associadas ao que observa. E quando se tem todas essas divisões, precisa-se então de uma ilusão para unificar – baseada em propósitos comuns -, dizendo que isso é unidade e integração. Mas é somente outra ilusão. Temporariamente ela pode incitar as pessoas a se unirem, mas essa não é uma unidade verdadeira. O fato de que eu vou ao templo e você à sinagoga ou à igreja não divide: diz apenas que um homem vai para um certo prédio e outro vai para outro lugar; que um homem se ajoelha e outro permanece em pé; que um tira o chapéu e outro não. Isso divide?

Para integrar devemos primeiro examinar se a divisão é um fato ou se é em si mesma uma ilusão. Se colocarmos de lado toda propaganda e toda ilusão, não haverá divisão. Portanto o ato mais importante que os sábios assinalaram, mas que precisamos compreender por nós mesmos, é dissipar a ignorância e sair da visão superficial em relação aos outros e à vida. Mas hoje em dia, infelizmente, somos educados para ser “preconceituosos” – a educação, no caso, compreendendo escola, família, mídias, etc. Criamos a geração mais jovem segundo a nossa própria imagem. Devemos atentar que se a educação for baseada em algum ponto de ignorância, ela é falsa; e podemos estar causando melefícios aos filhos quando ao educarmos com aquilo que consideramos apropriado...

Isso não quer dizer que não devemos ter opiniões. Mas as opiniões não são as coisas mais importantes, somente os fatos são importantes. Portanto, continuemos buscando os fatos e duvidando de todas as opiniões, conservando-as como tentativas, sabendo que podem nascer da ignorância; sabendo também que, se nos apegarmos às nossas opiniões, às nossas crenças, às nossas respostas ou a conclusões particulares, criamos uma nova divisão no mundo.

A fraternidade universal do homem não é um ideal, mas um fato. Não é somente porque se acredita na fraternidade, mas porque o outro é seu irmão. Krishamurti disse que o outro homem é você mesmo... Sabendo que sou parte de todo esse misterioso fenômeno da vida, sabendo que vim a este mundo não por escolha e que fui dotado dessas faculdades que a mente humana possui , surge a questão: qual é o uso correto dessas faculdades? Estou fazendo uso correto delas? Se usarmos essas faculdades para entender nosso relacionamento com todo o mundo e com nosso semelhante para compreender quem somos, o que é nossa vida, então a vida é uma exploração frutífera!

 

 

Fonte: Sophia, Editora Teosófica, Jan/Mar 2011

 

 

Uma reflexão emocionante e profunda:

 

 

DIZEM (QUEM ME DERA)

(Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi)

 

O mundo está bem melhor
Do que há cem anos atrás, dizem
Morre muito menos gente
As pessoas vivem mais

Ainda temos muita guerra
Mas todo mundo quer paz, dizem
Tantos passos adiante
E apenas alguns atrás

Já chegamos muito longe
Mas podemos muito mais, dizem
Encontrar novos planetas
Pra fazermos filiais

Quem me dera
Não sentir mais medo
Quem me dera
Não me preocupar

Temos inteligência
Pra acabar com a violência, dizem
Cultivamos a beleza
Arte e filosofia

A modernidade agora
Vai durar pra sempre, dizem
Toda a tecnologia
Só pra criar fantasia

Deuses e ciência
Vão se unir na consciência, dizem
Vivermos em harmonia
Não será só utopia

Quem me dera
Não sentir mais medo
Quem me dera
Não me preocupar
Quem me dera
Não sentir mais medo algum

 


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